Joël Martinus, um cidadão do Suriname de 43 anos, foi extraditado do Brasil para a França e preso em Paris. Ele aguarda um novo julgamento, que será no dia 20 de agosto, após ter sido condenado em 2018 a oito anos de prisão por narcotráfico. Durante a audiência, Martinus se apresentou abatido e negou ser o líder de uma organização criminosa, afirmando ser um artista internacional. Seu advogado criticou o processo, alegando que há muitas irregularidades. Martinus estava com um mandado de prisão da França e também é procurado no Suriname por homicídio e organização criminosa.
Joël Martinus, um cidadão surinamês de 43 anos, foi extraditado do Brasil para a França e preso em Paris nesta sexta-feira. Ele aguarda um novo julgamento, marcado para 20 de agosto, após ser condenado à revelia em 2018 a oito anos de prisão por narcotráfico.
Martinus, que se apresentou ao juiz de garantias com aparência abatida, foi condenado pelo tribunal correcional de Paris por narcotráfico e importação de substâncias entorpecentes. A promotoria o descreveu como “o organizador de um tráfico internacional de entorpecentes de grande alcance” a partir da Guiana Francesa. Além disso, ele também enfrenta uma condenação à revelia de três anos de prisão pelo tribunal correcional de Mans.
Durante a audiência, Martinus negou ser o “chefe de uma organização criminosa”, afirmando ser um artista internacional. Ele mencionou ter realizado apresentações em Paris e que, ao saber de sua condenação, cancelou um show agendado na França e se mudou para o Brasil. Seu advogado, Robin Binsard, criticou o processo, alegando que “está repleto de irregularidades” e que não resistirá à análise dos juízes.
Martinus estava sob um mandado de prisão emitido na França, que possibilitou sua extradição do Brasil. Ele também era alvo de um alerta vermelho da Interpol, solicitado pelo Suriname, onde é procurado por homicídio e participação em organização criminosa.
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