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Moraes vota pela condenação de 17 anos para financiador dos atos de 8 de janeiro

STF julga Pedro Luís Kurunczi por financiar atos golpistas, com relator pedindo 17 anos de prisão e destacando sua liderança na organização.

Manifestantes durante atos golpistas do 8 de janeiro, na Praça dos Três Poderes (Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/08-01-2023)
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O Supremo Tribunal Federal começou o julgamento de Pedro Luís Kurunczi, que é o primeiro réu acusado de financiar os atos golpistas de 8 de janeiro. Ele é acusado de ter pago R$ 59 mil para transportar 153 manifestantes de Londrina para Brasília, onde ocorreram invasões. Kurunczi nega as acusações e diz que apenas organizou o transporte. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, pediu uma pena de 17 anos de prisão, afirmando que Kurunczi teve um papel ativo nos atos. A Procuradoria-Geral da República argumentou que ele ajudou a viabilizar a participação dos manifestantes. As acusações incluem associação criminosa armada e golpe de Estado. Mensagens de Kurunczi mostram que ele convocou pessoas para a “tomada” do Congresso e apoiou a intervenção militar. A defesa afirma que o dinheiro para o transporte veio de doações e que ele participou de um protesto pacífico. O julgamento está ocorrendo no plenário virtual da Primeira Turma do STF e deve terminar em agosto, após o recesso do Judiciário. A condenação pode ser um importante passo no combate a atos antidemocráticos no Brasil.

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta sexta-feira, o julgamento de Pedro Luís Kurunczi, o primeiro réu a ser processado por financiar os atos golpistas de 8 de janeiro. Kurunczi é acusado de ter pago pelo transporte de manifestantes para Brasília, onde ocorreram invasões e depredações. Ele nega as acusações, afirmando que apenas organizou o transporte.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, pediu a condenação de Kurunczi a 17 anos de prisão. A Procuradoria-Geral da República (PGR) argumentou que o réu teve uma “ativa contribuição” para os atos, destacando que ele pagou R$ 59 mil por quatro ônibus que levaram 153 pessoas de Londrina (PR) para a capital federal. O procurador-geral, Paulo Gonet, afirmou que Kurunczi “custou e materialmente viabilizou” a participação de manifestantes nos atos de violência.

Acusações e Defesa

As acusações contra Kurunczi incluem associação criminosa armada e golpe de Estado. O ministro Moraes ressaltou que o réu não era um mero simpatizante, mas sim um líder organizador do movimento golpista. Mensagens de Kurunczi indicam convocações para a “tomada” do Congresso e apoio à intervenção militar. A defesa, por sua vez, alegou que os recursos para o transporte eram provenientes de doações espontâneas e que ele apenas participou de um protesto pacífico.

O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF e será encerrado em agosto, após o recesso do Judiciário. A condenação de Kurunczi poderá estabelecer um importante precedente no combate a atos antidemocráticos no Brasil, evidenciando a responsabilidade de financiadores e organizadores desses movimentos.

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