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Governo Lula critica gestão Tarcísio por descumprimento de acordos no túnel Santos-Guarujá

Desavenças entre os governos federal e paulista podem atrasar a construção do túnel Santos-Guarujá, com aumento de R$ 800 milhões nos custos.

Lado a lado, Lula e Tarcísio anunciam edital de construção do túnel Santos-Guarujá (Foto: Samuel)
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O clima amigável entre o governo federal de Lula e a gestão paulista de Tarcísio de Freitas na construção do túnel que ligará Santos e Guarujá durou pouco. Desde o lançamento do edital em fevereiro, surgiram desavenças, especialmente após a republicação do edital em junho, que aumentou o custo da obra em 800 milhões de reais, totalizando 6,8 bilhões. Autoridades federais estão insatisfeitas com decisões unilaterais de São Paulo, como a criação de uma comissão de análise sem consulta aos envolvidos. A falta de comunicação sobre essas mudanças foi criticada pelo presidente da Autoridade Portuária de Santos, que afirmou que ofícios enviados não foram respondidos. Apesar das tensões, a gestão paulista minimiza os conflitos e afirma que a parceria continua. A construção do túnel, que terá 1,5 quilômetros e incluirá uma ciclovia, é uma prioridade para a mobilidade na região, e o leilão está marcado para 1º de agosto. A obra faz parte do Programa de Aceleração ao Crescimento e é esperada há um século.

Durou menos de três meses o clima amistoso entre o governo federal, sob a presidência de Lula, e a gestão paulista de Tarcísio de Freitas na parceria para a construção do túnel que ligará Santos e Guarujá. O lançamento do edital ocorreu em 27 de fevereiro, mas desavenças recentes já surgiram, com queixas sobre decisões unilaterais do governo paulista.

Ofícios obtidos pelo GLOBO revelam que autoridades federais estão insatisfeitas com ações do governo de São Paulo. Um dos documentos, enviado pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destaca a surpresa com a criação de uma comissão de análise do pregão sem consulta prévia aos demais envolvidos. A resolução foi publicada em 30 de abril, desconsiderando um grupo misto previamente acordado.

Em 9 de junho, a republicação do edital elevou o custo da obra em R$ 800 milhões, totalizando R$ 6,8 bilhões. O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, expressou preocupação com a falta de comunicação sobre as mudanças, afirmando que isso representa um desvio do modelo de governança acordado. Pomini confirmou que os ofícios enviados não foram respondidos.

Desafios e Expectativas

A aproximação das eleições é vista como um fator que pode ter influenciado as ações de Tarcísio. Um membro do governo Lula comentou que o governador busca autonomia nas decisões, mas ainda depende do apoio federal. A gestão paulista, por sua vez, minimiza as desavenças e afirma que a parceria continua firme.

A construção do túnel, que terá 1,5 quilômetros de extensão e incluirá uma ciclovia, é considerada uma prioridade para a mobilidade na região. O leilão está agendado para 1º de agosto, e a concessionária vencedora será responsável pela obra e operação do túnel por 30 anos. A obra é parte do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC) e representa um marco esperado há um século.

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