Irene Lanzaco, diretora da Asociación de Medios de Información (AMI), anunciou que a associação está processando a Meta por concorrência desleal. Ela afirma que as regras de privacidade da empresa prejudicam a sustentabilidade do jornalismo na Europa. Lanzaco destaca que isso afeta a capacidade da imprensa de fornecer informações importantes para a democracia. A AMI, que representa mais de 80 veículos de comunicação na Espanha, acredita que a Meta está se aproveitando das normas de privacidade, o que prejudica seus concorrentes. Ela também comentou sobre a legislação digital na Europa, que pode ser um exemplo para outros países, como o Brasil, mas expressou preocupação com a forma como as grandes empresas de tecnologia interpretam essas leis. Lanzaco mencionou que a polarização política pode dificultar a defesa de um mercado digital justo e alertou que a liberdade de imprensa pode estar em risco. Além disso, a AMI está atenta ao impacto da inteligência artificial na mídia e quer garantir que o conteúdo jornalístico seja usado de maneira justa pelas empresas de tecnologia. Ela enfatiza a importância de o jornalismo de qualidade ser acessado diretamente pelos leitores.
Irene Lanzaco, diretora da Asociación de Medios de Información (AMI), anunciou uma ação judicial contra a Meta por concorrência desleal. A medida visa contestar o impacto das regras de privacidade da empresa sobre a sustentabilidade do jornalismo na Europa. Lanzaco destaca que a concorrência desleal prejudica a capacidade da imprensa de fornecer informações precisas e responsáveis, essenciais para a democracia.
A AMI, que representa mais de 80 veículos de comunicação na Espanha, argumenta que a Meta tem abusado das normas de privacidade, afetando negativamente seus concorrentes no mercado digital. “Quando os anunciantes investem na Meta, mesmo sem a empresa cumprir as regulamentações, estão prejudicando a mídia”, afirma Lanzaco. Ela ressalta que a sustentabilidade da imprensa é crucial para a manutenção da democracia.
A diretora também comentou sobre a legislação digital europeia, que pode servir de modelo para outros países, incluindo o Brasil. Apesar de avanços, como a aprovação da Lei de Serviços Digitais e da Lei de Mercados Digitais, Lanzaco expressa preocupação com a interpretação das leis por parte das big techs. A exceção para mineração de dados, por exemplo, tem sido usada para justificar a extração de conteúdo sem compensação adequada.
Lanzaco observa que a polarização política na Europa pode dificultar a defesa de um mercado digital justo. Ela acredita que, embora a legislação atual seja robusta, a ascensão de populistas pode ameaçar a liberdade de imprensa. “Se não defendermos a liberdade, ela pode ser tirada de nós”, alerta.
A AMI também está atenta ao impacto da inteligência artificial na mídia. A associação busca garantir que o conteúdo jornalístico seja utilizado de forma justa pelas empresas de tecnologia. Lanzaco enfatiza que a imprensa deve se concentrar em oferecer um jornalismo de qualidade e incentivar os leitores a acessar diretamente seus sites, onde têm controle sobre seu conteúdo.
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