A Polícia Federal ouviu na terça-feira, 24 de outubro, os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro e do tenente-coronel Mauro Cid em uma investigação sobre mensagens que podem mostrar obstrução de Justiça. As oitivas aconteceram na sede da PF em São Paulo e incluíram Paulo Costa Bueno, advogado de Bolsonaro, e Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação. Eduardo Kuntz, defensor de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, também foi ouvido. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pediu essas investigações. Cid, que é delator em um caso sobre uma suposta tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder, negou ter usado o Instagram para discutir sua delação, apesar de Kuntz ter mencionado uma conversa com ele na rede social. Após a divulgação de mensagens, a defesa de Cid pediu a investigação de um perfil no Instagram, e Moraes atendeu ao pedido, resultando na prisão de Câmara e na investigação de Kuntz. A defesa de Cid alegou que Kuntz e Wajngarten tentaram contatar Cid por meio de familiares, o que levantou suspeitas sobre a influência na delação. Wajngarten, por sua vez, disse que a criminalização da advocacia é uma forma de deslegitimar a colaboração de Cid.
A Polícia Federal ouviu, na terça-feira, 24 de outubro, advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro e do tenente-coronel Mauro Cid em uma investigação sobre mensagens que podem indicar obstrução de Justiça. As oitivas ocorreram na Superintendência da PF em São Paulo.
Entre os convocados estavam Paulo Costa Bueno, advogado de Bolsonaro, e Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social. Eduardo Kuntz, defensor do coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, também prestou depoimento. A convocação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Cid é delator em um caso que investiga uma suposta trama golpista para manter Bolsonaro no poder após sua derrota nas eleições. Recentemente, Kuntz informou ao STF sobre uma conversa com Cid via Instagram, o que poderia ter violado o sigilo da delação. O tenente-coronel negou ter utilizado a rede social para discutir sua colaboração.
Durante um interrogatório em junho, Cid foi questionado sobre contatos no Instagram e negou conhecer um perfil específico mencionado. Após a divulgação de mensagens atribuídas a esse perfil, a defesa de Cid pediu a investigação da conta. Moraes atendeu ao pedido e solicitou dados à Meta, resultando na prisão de Câmara e na investigação de Kuntz por possível obstrução de Justiça.
A defesa de Cid alegou que Kuntz e Wajngarten tentaram contatar o delator por meio de familiares, levantando suspeitas sobre a tentativa de influenciar sua delação. Wajngarten, por sua vez, afirmou que a criminalização da advocacia é uma estratégia para deslegitimar a colaboração de Cid.
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