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Rui Costa exige demissão do presidente dos Correios e mudanças na estatal

Fabiano Silva dos Santos, presidente dos Correios, coloca cargo à disposição em meio a reestruturação que pode demitir até 10 mil funcionários.

Agência dos Correios na capital paulista (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
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  • O presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, enfrenta pressão da Casa Civil para reestruturar a empresa.
  • A reestruturação inclui o fechamento de agências e um Plano de Demissão Voluntária (PDV) que pode desligar até 4 mil funcionários.
  • O fechamento de agências pode resultar na demissão de 8 a 10 mil trabalhadores.
  • Apesar das demissões, a empresa abrirá novas agências em comunidades carentes, como em mais de 50 favelas no Rio de Janeiro.
  • Os Correios registraram um prejuízo de R$ 2,6 bilhões no último ano e planejam um investimento de R$ 5 bilhões nos próximos anos.

O presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, está sob intensa pressão da Casa Civil para implementar uma reestruturação na empresa, que inclui o fechamento de agências e um Plano de Demissão Voluntária (PDV). Fabiano já redigiu uma carta colocando seu cargo à disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A reestruturação visa economizar cerca de R$ 1 bilhão, além de R$ 800 milhões que a empresa deve economizar com o PDV, que pretende desligar aproximadamente 4.000 funcionários. O fechamento de agências pode resultar na demissão de 8 a 10 mil trabalhadores, conforme cálculos apresentados por Fabiano aos diretores.

Embora o presidente dos Correios tenha expressado sua resistência a demissões em massa, a empresa está abrindo novas agências em comunidades carentes, como em mais de 50 favelas no Rio de Janeiro. O ministro Rui Costa afirmou, por meio de sua assessoria, que nunca defendeu demissões em massa, mas sim a racionalização dos gastos.

Os Correios enfrentaram um prejuízo de R$ 2,6 bilhões no último ano, atribuído a mudanças nas regras de importação, conhecidas como “taxa das blusinhas”. Apesar do cenário negativo, a empresa conseguiu um empréstimo no Banco do Brics e planeja um investimento de R$ 5 bilhões nos próximos anos.

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