- O advogado Paulo Amador Cunha Bueno, defensor do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não procurou informações sobre a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid.
- Bueno prestará depoimento à Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, 1º de outubro, após determinação do ministro Alexandre de Moraes.
- A mãe de Mauro Cid, Agnes Barbosa Cid, relatou ter sido abordada por Bueno e Fábio Wajngarten durante uma competição de hipismo em São Paulo, mas não discutiram a delação.
- Bueno descreveu o encontro como “casual e breve” e negou qualquer tentativa de assumir a defesa de Cid, considerando essa ação “imoral e antiética”.
- A investigação da PF se intensificou após a prisão do coronel da reserva Marcelo Câmara, que é réu em um processo sobre uma suposta trama golpista.
O advogado Paulo Amador Cunha Bueno, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não buscou informações sobre a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. Bueno prestará depoimento à Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, 1º de outubro. O ministro Alexandre de Moraes determinou que ele e Fábio Wajngarten, ex-assessor de Bolsonaro, fossem ouvidos após a família de Cid relatar abordagens dos dois.
Em um depoimento escrito, Agnes Barbosa Cid, mãe de Mauro Cid, afirmou ter sido abordada por Kuntz e Bueno durante uma competição de hipismo em São Paulo. Ela relatou que ficou “tensa” com a situação, embora os advogados não tenham discutido a delação, mas se oferecido para defender o tenente-coronel. Bueno confirmou o encontro, mas o descreveu como “casual e breve”, ressaltando que Agnes o procurou para agradecer pela ajuda na inscrição da neta na competição.
O advogado negou ter tentado assumir a defesa de Cid, considerando essa ação “imoral e antiética”. Segundo Bueno, a conversa foi amistosa e focada no desempenho da jovem amazona na competição. Ele destacou que a delação de Cid só seria homologada no mês seguinte, o que torna improvável qualquer tentativa de interferência.
Investigação em Andamento
A investigação da PF se intensificou após a prisão do coronel da reserva Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, que é réu em um processo sobre uma suposta trama golpista. Câmara foi preso após o envio de mensagens que indicavam tentativas de obstrução de justiça. O ministro Moraes enfatizou que Câmara estava sob medidas cautelares que o impediam de contatar outros investigados, incluindo Cid.
As alegações de Cid e sua mãe levantam suspeitas sobre a conduta dos advogados. Cid afirmou que Bueno e Wajngarten tentaram contatar sua família para obter informações sobre sua delação. A defesa de Cid considera essas abordagens constrangedoras e sugere uma intenção de mudar sua defesa. A situação se complica com a possibilidade de anulação da delação de Cid, caso as evidências de obstrução sejam confirmadas.
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