- O governador Claudio Castro manifestou interesse em discutir o futuro do Sambódromo com a prefeitura do Rio.
- A declaração ocorreu após a Assembleia Legislativa derrubar um veto que devolve a área do Sambódromo ao estado.
- O prefeito Eduardo Paes anunciou que recorrerá à Justiça e criticou a segurança pública e a situação financeira do estado.
- Castro sugeriu que as negociações poderiam incluir um acerto de contas envolvendo dívidas mútuas.
- Ele reafirmou que não renunciará ao governo até abril, antes das eleições de outubro.
O governador Claudio Castro (PL) manifestou, nesta terça-feira, seu interesse em discutir com a prefeitura do Rio o futuro do Sambódromo. A declaração ocorre um dia após a Assembleia Legislativa (Alerj) derrubar um veto que devolve ao estado a área do Sambódromo e imóveis adjacentes. Castro reconheceu que a situação está politizada, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando.
O prefeito Eduardo Paes (PSD), que é pré-candidato ao Palácio Guanabara, já anunciou que recorrerá à Justiça. Em suas redes sociais, Paes criticou a segurança pública e a situação financeira do estado, temas que devem ser centrais na campanha eleitoral. Ele afirmou: “Isso tudo porque o Estado do Rio está muito seguro, sem qualquer problema em suas forças de segurança e com a situação financeira muito estável.”
Propostas de Acordo
Castro sugeriu que as negociações sobre o Sambódromo poderiam incluir um acerto de contas envolvendo dívidas mútuas, embora não tenha especificado quais pendências seriam essas. “Quem sabe a Alerj não queira que um equipamento construído pelo Estado gerasse um lucro ou algum benefício não sendo somente o Carnaval em si?”, ponderou o governador.
O projeto que levou à derrubada do veto foi de Rodrigo Amorim (PL), líder do governo na Alerj. Após a votação, Castro defendeu a legitimidade da ação de Amorim, afirmando que “respeito todos os mandatos”.
Relações e Alianças
Castro também comentou sobre um encontro entre o secretário estadual de Transportes, Washington Reis, e Paes, que gerou descontentamento entre aliados do governador. Ele reafirmou que Reis continua sendo um aliado e que o encontro não teve conotação política.
Por fim, Castro, que é pré-candidato ao Senado, garantiu que não renunciará ao governo até abril, prazo que antecede as eleições de outubro.
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