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Hugo Motta pode indicar Nikolas Ferreira como relator da CPI do INSS

Hugo Motta pode mudar sua escolha de relator da CPI do INSS após a decisão do governo Lula sobre o IOF, mas líderes do PL permanecem céticos.

Deputado federal Nikolas Ferreira discursa no plenário da Câmara (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/10-09-2024)
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  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, pretende escolher um relator “moderado” para a CPI do INSS.
  • A decisão do governo Lula de judicializar a derrubada do IOF pode levar Motta a reconsiderar sua escolha.
  • Líderes do Centrão acreditam que Motta pode aceitar Nikolas Ferreira como relator.
  • O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, está trabalhando para a indicação de Nikolas, mas não é otimista quanto à mudança de postura de Motta.
  • A presidência da CPI será indicada pelo Senado, enquanto a Câmara escolherá o relator, que terá a responsabilidade de elaborar o relatório final.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou anteriormente a intenção de escolher um relator “moderado” para a CPI do INSS. No entanto, a recente decisão do governo Lula de judicializar a derrubada do IOF pode levar Motta a reconsiderar sua escolha.

Líderes do Centrão acreditam que Motta pode aceitar a indicação de Nikolas Ferreira (PL-MG) para o cargo de relator. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que está trabalhando para que Nikolas seja escolhido, mas não demonstrou otimismo sobre a mudança de postura de Motta. “Estou dialogando, sim. Mas ainda não sinto o Hugo Motta querendo”, disse Cavalcante.

A presidência da CPI do INSS será indicada pelo Senado, enquanto a Câmara ficará responsável pela escolha do relator. A expectativa é que o senador Omar Aziz (PSD-AM), alinhado ao governo Lula, assuma a presidência da comissão. Entre as atribuições do relator está a elaboração do relatório final, que incluirá propostas de nomes para indiciamento.

A situação política em torno da CPI do INSS continua em evolução, e a definição do relator pode impactar o andamento das investigações. A pressão por uma escolha que reflita a composição da Câmara e os interesses do governo é um fator a ser observado nos próximos dias.

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