- O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, enfrenta um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionado ao escândalo do Ceperj.
- Sua taxa de reprovação ultrapassou a de aprovação, conforme pesquisa recente.
- O marqueteiro Paulo Vasconcellos e o chefe de gabinete Rodrigo Abel estão deixando suas funções.
- Vasconcellos não conseguiu implementar uma campanha de comunicação eficaz, enquanto Abel ameaça sair devido a promessas não cumpridas sobre uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
- Castro se prepara para tirar férias por 20 dias, e o deputado Rodrigo Bacellar assumirá o governo interinamente.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), enfrenta um momento delicado em sua administração, com um julgamento iminente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionado ao escândalo do Ceperj. Recentemente, sua taxa de reprovação superou a de aprovação, conforme pesquisa realizada.
Duas figuras-chave de sua equipe, Paulo Vasconcellos, marqueteiro da campanha de 2022, e Rodrigo Abel, chefe de gabinete, estão deixando suas funções. Vasconcellos não conseguiu implementar uma campanha de comunicação eficaz, que deveria destacar as ações do governo, como a recuperação do teleférico do Complexo do Alemão. A estratégia, baseada em vídeos curtos, foi desenhada após a pesquisa da Quaest, que revelou uma taxa de reprovação de 48% para Castro.
Abel, por sua vez, ameaça sair devido a promessas não cumpridas sobre uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele havia concordado em não assumir um cargo na corte para facilitar a ascensão de Thiago Pampolha (MDB) à vice-presidência. Um acordo verbal entre Abel, Castro e Rodrigo Bacellar previa a aposentadoria antecipada de um conselheiro, mas isso ainda não se concretizou.
Mudanças na Equipe
A saída de Vasconcellos e Abel ocorre em um momento em que Castro gostaria que eles liderassem a campanha de Bacellar para governador. No entanto, muitos conselhos dados pela dupla não foram seguidos. A relação entre os estrategistas e o governo se deteriorou, especialmente após a aproximação de Washington Reis (MDB) com o campo lulista, o que gerou tensões políticas.
Enquanto isso, Castro se prepara para tirar férias por 20 dias, e Bacellar assumirá o governo interinamente. Essa será uma oportunidade para o deputado aumentar sua visibilidade política, especialmente após sua atuação em visitas a prefeitos e possíveis demissões na equipe de governo.
A situação política no Rio de Janeiro continua a se desenrolar, com desdobramentos que podem impactar a próxima eleição e a estabilidade do governo de Castro.
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