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Moraes defende governo em ações sobre decreto do IOF no STF

Ministro Alexandre de Moraes assume relatoria de ação sobre aumento do IOF, com potencial impacto na arrecadação federal.

Ministro Alexandre de Moraes em sessão do STF (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado relator de uma ação que questiona o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pelo governo federal.
  • Moraes já demonstrou apoio ao Executivo em decisões anteriores, como a autorização da cobrança de PIS/Cofins e a correção do FGTS.
  • Em abril de 2022, ele abriu a divergência que permitiu a cobrança de PIS/Cofins sobre locação de bens, com um placar de sete votos a quatro.
  • O ministro também ajudou a formar maiorias em julgamentos que impactaram a arrecadação federal, incluindo a rejeição de ações sobre ressarcimento a empresas exportadoras.
  • Sua atuação no STF tem refletido um alinhamento com as propostas do governo, influenciando decisões fiscais importantes.

Ministro Alexandre de Moraes é designado relator de ação sobre aumento do IOF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado relator da ação que questiona o decreto do governo federal que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Moraes já demonstrou apoio ao Executivo em diversas decisões, incluindo a autorização da cobrança de PIS/Cofins e a correção do FGTS.

Em abril do ano passado, Moraes abriu a divergência que permitiu a cobrança de PIS/Cofins sobre a receita de locação de bens, resultando em um placar de sete votos a quatro. A União estimava perdas de R$ 36 bilhões caso a cobrança fosse barrada. Em junho de 2022, o STF decidiu que o FGTS deveria ser corrigido, no mínimo, pela inflação, seguindo proposta do governo.

Apoio a decisões do governo

O ministro também contribuiu para a formação de maiorias em julgamentos que impactaram a arrecadação federal. Ele ajudou a rejeitar ações que questionavam a redução do percentual de ressarcimento para empresas exportadoras, o que poderia gerar um impacto de R$ 49,9 bilhões para a União. Além disso, Moraes participou de decisões que confirmaram pedidos do governo, como a regularização do pagamento de precatórios.

Em outubro de 2022, o STF validou um decreto que restabeleceu impostos federais reduzidos durante o governo anterior. Moraes, embora tenha expressado sua posição pessoal, acompanhou a maioria em respeito ao princípio da colegialidade. A maior divergência até o momento ocorreu na revisão da vida toda dos benefícios do INSS, onde Moraes liderou o julgamento que autorizou o pagamento, mas a maioria dos ministros inviabilizou a revisão em outra ação.

A atuação de Moraes no STF tem sido marcada por um alinhamento com as propostas do governo federal, refletindo um papel significativo nas decisões que afetam a política fiscal do país.

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