- A cidade de Braunau, na Áustria, retirou os nomes de duas ruas que homenageavam figuras ligadas ao nazismo.
- A votação ocorreu com 28 votos a favor e 9 contra, conforme a vereadora social-democrata Martina Schäfer.
- As ruas afetadas foram as de Josef Reiter, aliado de Adolf Hitler, e Franz Resl, propagandista pangermanista.
- O Partido da Liberdade (FPÖ) se opôs à mudança, enquanto o Comitê de Mauthausen defende um uso memorial da casa onde Hitler nasceu.
- A casa, comprada pelo governo austríaco em 2016, será transformada em um posto policial até 2026, gerando críticas sobre seu uso.
A cidade de Braunau, na Áustria, decidiu retirar os nomes de duas ruas que homenageavam figuras ligadas ao nazismo. A votação ocorreu recentemente, com 28 votos a favor e 9 contra, conforme informou a vereadora social-democrata Martina Schäfer. O debate foi realizado a portas fechadas e envolveu as ruas Josef Reiter e Franz Resl.
Josef Reiter, que foi um aliado de Adolf Hitler, teve sua cidadania honorária revogada em março. Franz Resl, por sua vez, era um propagandista pangermanista. O Partido da Liberdade (FPÖ), que tem raízes no passado nazista, manifestou-se contra a mudança. A decisão é vista como um passo importante para confrontar o passado da cidade, que já enfrentou críticas por sua relação com o regime nazista.
Contexto Histórico
A casa onde Adolf Hitler nasceu, localizada em Braunau, foi comprada pelo governo austríaco em 2016 após intensos debates. O local está sendo transformado em um posto policial, com previsão de conclusão até 2026. O Comitê de Mauthausen, que defende um uso memorial da casa, expressou preocupação com a possibilidade de o local se tornar um ponto de peregrinação para neonazistas.
O diretor austríaco Günter Schwaiger criticou a transformação da casa em delegacia, afirmando que isso atende ao desejo de Hitler de usar as instalações para fins administrativos. A Áustria, que começou a examinar sua responsabilidade no Holocausto apenas na década de 1980, ainda enfrenta desafios em sua memória histórica. Aproximadamente 65.000 judeus austríacos foram assassinados e 130.000 forçados ao exílio durante o regime nazista.
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