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Sogra é acusada de envenenar professora após pedido de divórcio, diz MP

Elizabete Arrabaça e Luiz Antônio Garnica são denunciados por feminicídio triplamente qualificado após morte de Larissa Rodrigues, envenenada.

Luiz Antonio Garnica ao lado da mãe Elizabete Arrabaça (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
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  • O Ministério Público de São Paulo denunciou Elizabete Arrabaça e Luiz Antônio Garnica por feminicídio triplamente qualificado na morte de Larissa Rodrigues, nora de Elizabete e esposa de Luiz.
  • Larissa foi encontrada morta em 22 de maio, e as investigações indicam que ela foi envenenada ao longo de 10 a 15 dias.
  • Exames toxicológicos confirmaram o envenenamento por chumbinho, e Elizabete teria buscado veneno antes da morte da vítima.
  • Luiz é acusado de fraude processual por alterar o cenário do crime e tentou simular desespero após a morte de Larissa.
  • Ambos estão com prisões preventivas devido à gravidade do crime e ao risco de fuga, e Elizabete também é investigada pela morte de sua filha, que apresentou vestígios de chumbinho.

O Ministério Público de São Paulo denunciou Elizabete Arrabaça e Luiz Antônio Garnica por feminicídio triplamente qualificado na morte de Larissa Rodrigues, nora de Elizabete e esposa de Luiz. A vítima foi encontrada morta em 22 de maio, e as investigações indicam que ela foi envenenada ao longo de 10 a 15 dias.

Os promotores afirmam que Elizabete administrou doses progressivas de veneno à Larissa, que manifestou interesse em se separar de Luiz, um médico. O promotor Marcos Túlio Alves Nicolino destacou que a sogra agiu de forma dissimulada, fazendo a vítima acreditar que estava sendo cuidada. A motivação seria o desejo de Luiz de eliminar Larissa para viver um romance extraconjugal e obter vantagens patrimoniais.

Detalhes da Investigação

Exames toxicológicos confirmaram o envenenamento por chumbinho, um veneno altamente tóxico. A investigação revelou que Elizabete buscou informações sobre a compra do veneno antes da morte da nora. Dias antes, Larissa apresentou sintomas como dores abdominais e diarreia, que podem estar relacionados ao envenenamento.

Após a morte, Luiz teria tentado simular desespero ao realizar manobras de ressuscitação. No entanto, a equipe do SAMU não encontrou sinais de reanimação. O comportamento do médico levantou suspeitas, especialmente após ele enviar mensagens para sua amante minutos antes da confirmação do óbito.

Acusações e Defesas

O Ministério Público também acusou Luiz de fraude processual por alterar o cenário do crime. As defesas de ambos negam as acusações. O advogado de Luiz argumenta que ele é inocente e que Elizabete cometeu o crime sozinha. Já a defesa de Elizabete contesta a validade de parte da denúncia, alegando que não há respaldo probatório.

Além disso, Elizabete é investigada pela morte de sua filha, Nathália Garnica, que também apresentou vestígios de chumbinho. O caso continua em apuração, com a Justiça já tendo convertido as prisões temporárias de ambos em preventivas, devido à gravidade do crime e ao risco de fuga.

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