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Lula critica a austeridade e defende alternativas em meio à crise do IOF

Lula critica austeridade e a ineficácia da ONU em ajudar países em desenvolvimento durante encontro do Brics no Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o modelo de austeridade durante a abertura do encontro do Brics, no Rio de Janeiro.
  • Lula afirmou que essa abordagem aumenta a vulnerabilidade dos países pobres e defendeu um novo modelo de financiamento para países em desenvolvimento.
  • O governo Lula havia aumentado o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para equilibrar as contas públicas, mas enfrentou resistência do Congresso, que preferiu a redução de gastos.
  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu os decretos relacionados ao IOF e convocou uma reunião entre o governo e o Legislativo.
  • Lula também lamentou a falta de cumprimento das promessas de ajuda financeira feitas na COP15 em Copenhague e criticou a insignificância da Organização das Nações Unidas (ONU) no cenário global.

Em meio a uma disputa com o Congresso sobre o aumento do IOF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o que chamou de modelo de austeridade durante a abertura do encontro do Brics, no Rio de Janeiro. Lula afirmou que essa abordagem torna os países pobres ainda mais vulneráveis. Ele defendeu a criação de um novo modelo de financiamento voltado para os países em desenvolvimento, destacando que a austeridade não trouxe resultados positivos em nenhum lugar do mundo.

A gestão Lula havia elevado o IOF, buscando recursos para equilibrar as contas públicas. No entanto, o Congresso se opôs à medida, argumentando que o governo deveria focar na redução de gastos em vez de aumentar impostos. Em um desdobramento recente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu os decretos relacionados ao IOF e convocou uma reunião de conciliação entre o governo e o Legislativo.

Durante sua fala, Lula também criticou a falta de cumprimento das promessas feitas na COP15 em Copenhague, onde os países ricos se comprometeram a fornecer US$ 100 bilhões anuais para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar a emergência climática. O presidente lamentou que, em 2025, esse dinheiro ainda não tenha sido disponibilizado.

Além disso, Lula declarou que a ONU se tornou insignificante, ressaltando a carência de lideranças políticas no cenário global. Ele afirmou que o problema atual não é apenas econômico, mas também político, e que a organização não tem conseguido cumprir seu papel, citando a criação do estado de Israel e a dificuldade em estabelecer o estado palestino.

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