- A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados analisará a PEC da Segurança Pública na quarta-feira, 9.
- A proposta, apresentada pelo presidente Lula em abril, visa fortalecer a atuação da União e da Polícia Federal na segurança pública.
- O relator da PEC, deputado Mendonça Filho, apresentará um parecer sobre a admissibilidade do texto.
- A proposta inclui a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública e amplia as competências da Polícia Federal para atuar em crimes estaduais, interestaduais, ambientais e contra organizações criminosas.
- A PEC estabelece diretrizes sobre os fundos de segurança pública e penitenciário, garantindo que os recursos não sejam contingenciados.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Paulo Azi (União-BA), agendou para quarta-feira, 9, a análise da PEC da Segurança Pública. A proposta, apresentada pelo presidente Lula em abril, busca fortalecer a atuação da União e da Polícia Federal na segurança pública.
O relator da PEC, deputado Mendonça Filho (União-PE), da oposição, irá apresentar um parecer sobre a admissibilidade do texto. Entre os principais pontos da proposta estão a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública e a ampliação das competências da Polícia Federal, que poderá atuar em crimes de repercussão estadual e interestadual, além de crimes ambientais e ações contra organizações criminosas.
Diretrizes Financeiras
A PEC também estabelece diretrizes sobre o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário, determinando que os recursos serão compartilhados entre todos os entes federativos e não poderão ser contingenciados. Essa medida atende à pressão de governadores e prefeitos que se opuseram à ideia inicial do governo de unificar os fundos.
A proposta é considerada um “ato histórico” pelo Palácio do Planalto, que afirma que o governo federal assumiu a responsabilidade de cuidar da segurança pública. Contudo, a PEC enfrenta resistência de governadores da oposição, que temem a diminuição da autonomia dos estados.
Tramitação e Desdobramentos
Se aprovada pela CCJ, a PEC seguirá para uma comissão especial e, posteriormente, para votação no plenário da Câmara. Para avançar ao Senado, a proposta precisará de 308 votos favoráveis em dois turnos. A expectativa é que a discussão na CCJ revele as divisões políticas em torno da segurança pública no Brasil, um tema que gera grande preocupação entre a população.
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