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PF propõe ação conjunta para combater lavagem de dinheiro com criptomoedas

Polícia Federal intensifica combate ao uso de criptomoedas por criminosos e investiga ataque hacker a instituição financeira.

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacou a necessidade de uma resposta integrada entre os setores público e privado para combater o uso de criptomoedas por organizações criminosas.
  • A declaração ocorreu durante o Fórum de Lisboa, em meio a uma investigação sobre um ataque hacker a uma instituição financeira.
  • Rodrigues apontou a lavagem de dinheiro como uma preocupação crescente, ressaltando a importância de ações policiais e regulatórias em conjunto com instituições financeiras.
  • A Polícia Federal já colabora com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e busca ampliar essa cooperação para incluir corretoras de criptomoedas.
  • Atualmente, a PF investiga um ataque que resultou em transferências fraudulentas, com um suspeito detido em São Paulo e recursos desviados para carteiras digitais no exterior.

LISBOA – O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, enfatizou a importância de uma resposta integrada entre o setor público e privado para combater o uso de criptomoedas por organizações criminosas. A declaração foi feita durante o Fórum de Lisboa, em meio a uma investigação sobre um ataque hacker a uma instituição financeira nacional.

Rodrigues destacou que a lavagem de dinheiro é uma das principais preocupações, com o investimento em criptoativos sendo uma modalidade crescente. Ele afirmou que o combate a essas práticas requer não apenas ações policiais, mas também um trabalho regulatório conjunto com instituições financeiras e agências do setor. “A integração é fundamental para enfrentarmos esse desafio”, disse.

A Polícia Federal já colabora com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e busca expandir essa cooperação para corretoras de criptomoedas e outros negócios. Rodrigues mencionou que a PF está se estruturando para lidar com o aumento dos crimes cibernéticos, com a criação de uma Diretoria de Crimes Cibernéticos e uma equipe técnica dedicada.

Atualmente, a PF investiga um ataque que utilizou credenciais de clientes para realizar transferências fraudulentas. Um suspeito foi detido em São Paulo, e as autoridades estão apurando o desvio de recursos para carteiras digitais no exterior. Apesar da complexidade da investigação, Rodrigues expressou otimismo, afirmando que a PF tem uma taxa de resolução de 86% em suas investigações.

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