- A deputada federal licenciada Carla Zambelli deve desocupar seu apartamento funcional até 4 de julho.
- Ela está foragida desde maio, após ser condenada a dez anos de prisão por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça.
- A Câmara dos Deputados determina que o imóvel deve ser entregue trinta dias após o licenciamento, que ocorreu em 5 de junho.
- Se não cumprir o prazo, Zambelli poderá enfrentar multa diária de R$ 283,53 e penalidade correspondente ao auxílio-moradia, atualmente em R$ 4.253.
- Sua defesa afirma que não foi oficialmente notificada sobre a desocupação.
Foragida da Justiça desde maio, a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) deve desocupar seu apartamento funcional até 4 de julho. A parlamentar foi condenada a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A Câmara dos Deputados estipula que o imóvel deve ser entregue 30 dias após o licenciamento, que ocorreu em 5 de junho. Caso não cumpra o prazo, Zambelli poderá enfrentar uma multa diária de R$ 283,53 e uma penalidade correspondente ao valor do auxílio-moradia, atualmente em R$ 4.253. Sua defesa, no entanto, alegou que não foi oficialmente notificada sobre a desocupação.
Situação Atual
Atualmente, o apartamento funcional, localizado na Asa Sul em Brasília, abriga seu filho, João Zambelli, e sua mãe, Rita. João confirmou que a avó reside no local, mas não esclareceu se a família pretende desocupar o imóvel. A Câmara dos Deputados informou que não há parlamentares ocupando imóveis fora do prazo de desocupação.
Zambelli, que completou um mês foragida, deixou o Brasil em 25 de maio pela fronteira com a Argentina e, em seguida, viajou para os Estados Unidos. Ela se deslocou para a Itália, onde acredita estar fora do alcance da Justiça brasileira devido à sua cidadania italiana. O nome da deputada foi incluído na lista vermelha da Interpol em 5 de junho.
Consequências Legais
A fuga de Zambelli levanta questões sobre a imunidade parlamentar e a atuação do Judiciário. A deputada alega ser vítima de perseguição política e, embora tenha considerado se entregar, permanece foragida. O caso destaca as tensões entre política e Justiça no Brasil, enquanto as autoridades intensificam os esforços para localizar a parlamentar.
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