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Tenente-coronel Ivan Blaz tem funções públicas suspensas após caso polêmico

Tenente-coronel Ivan Souza Blaz é afastado da PM e proibido de sair do Rio após denúncias de violação de domicílio e constrangimento ilegal.

Tenente-coronel Ivan Blaz, ex-porta-voz da PM (Foto: Ana Branco / Agência O Globo)
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  • O tenente-coronel da Polícia Militar Ivan Souza Blaz teve seu porte de armas suspenso e está proibido de deixar o Rio de Janeiro sem autorização judicial.
  • A decisão foi proferida pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros após a aceitação da denúncia do Ministério Público do Rio.
  • Blaz é acusado de violação de domicílio e constrangimento ilegal por tentar entrar em um prédio à procura de um suspeito.
  • Ele foi afastado de suas funções e deverá comparecer trimestralmente à Justiça, além de não poder manter contato com vítimas ou testemunhas do caso.
  • A investigação aponta que Blaz e uma sargento tentaram entrar no prédio simulando ser um casal e, após a negativa do porteiro, forçaram a entrada com apoio de outros policiais.

O tenente-coronel da Polícia Militar Ivan Souza Blaz teve seu porte de armas suspenso e está proibido de deixar o Rio de Janeiro sem autorização judicial. A decisão foi tomada pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, que também afastou Blaz de suas funções na corporação. A medida foi anunciada nesta quarta-feira, após a aceitação da denúncia do Ministério Público do Rio, que acusa o oficial de violação de domicílio e constrangimento ilegal.

Em janeiro, Blaz, então comandante do 2º Batalhão (Botafogo), tentou entrar em um prédio na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo, à procura de um suspeito. A juíza destacou que há indícios suficientes para justificar a ação penal, embora não tenha decretado prisão preventiva. Ela argumentou que a permanência de Blaz no cargo poderia interferir nas investigações.

Detalhes da Decisão

Além do afastamento e da suspensão do porte de armas, o tenente-coronel deverá comparecer trimestralmente à Justiça para justificar suas atividades. Ele também está proibido de manter contato com vítimas ou testemunhas do caso e deve entregar suas armas à corporação. Blaz terá dez dias para apresentar sua defesa por escrito.

A investigação revela que Blaz coordenou uma operação de inteligência após receber uma denúncia anônima sobre o narcotraficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão. Mesmo sem mandado judicial, ele autorizou a entrada forçada de policiais no imóvel. Durante a tentativa de ingresso, Blaz, à paisana e sem se identificar como policial, foi barrado pelo porteiro, mas insistiu em permanecer nas imediações.

Ação Policial

Conforme a denúncia, Blaz e uma sargento tentaram entrar no prédio simulando ser um casal. Após a negativa do porteiro, o oficial forçou a entrada com o apoio de outros policiais. Dentro do prédio, Blaz sacou sua arma e constrangeu o porteiro, obrigando-o a deitar-se no chão e a acompanhá-lo em diligências pelos andares. Dois moradores também foram obrigados a entregar seus celulares e permanecer sob vigilância.

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