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A liberdade de expressão não deve ser usada para justificar a violência

Marcos Dantas propõe regulação pública para plataformas digitais, visando garantir a liberdade de expressão e combater a censura.

Jovem ligado nas redes sociais (Foto: Freepik)
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  • O professor titular aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marcos Dantas, propõe um código de conduta para plataformas digitais.
  • A proposta visa regular a atuação dessas empresas, assegurando a liberdade de expressão responsável com a participação da sociedade.
  • Dantas critica a censura rápida e opaca das redes sociais, ressaltando que as regras devem ser definidas pelo poder público, não por empresas privadas.
  • Ele sugere a criação de uma agência reguladora com um conselho que inclua representantes da sociedade para garantir diversidade e ética na comunicação.
  • Dantas também destaca os riscos das fake news e a importância da regulação para fortalecer a democracia e promover a convivência civilizada.

Marcos Dantas, professor titular aposentado da UFRJ, propõe um código de conduta para plataformas digitais. A iniciativa visa regular a atuação dessas empresas, garantindo a liberdade de expressão responsável com a participação da sociedade.

Dantas destaca que as redes sociais têm o poder de censurar conteúdos de forma rápida e opaca, o que levanta preocupações sobre a censura exercida por empresas privadas. Ele argumenta que, embora a censura seja uma parte da vida em sociedade, as regras devem ser definidas pelo poder público, não por plataformas que atuam sem supervisão.

O professor menciona um episódio em que sua conta no Twitter foi bloqueada por uma mensagem que usava a palavra “suicídio” de forma metafórica. Esse caso ilustra como as redes sociais podem restringir a circulação de ideias, afetando a democracia e os valores éticos. Para Dantas, a solução passa pela criação de um contrato entre plataformas e o poder público, semelhante aos manuais de redação utilizados por jornalistas.

Proposta de Regulação

A proposta de Dantas inclui a criação de uma agência reguladora que atuaria sob a supervisão de um conselho com representantes da sociedade. Essa estrutura garantiria que as diretrizes respeitassem a diversidade e a ética na comunicação. Ele ressalta que a regulação deve ser uma prioridade, especialmente após a derrubada parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet pelo STF.

Além disso, Dantas alerta para os riscos das fake news, que prejudicam políticas públicas e a confiança da população em iniciativas como a vacinação. A regulação adequada das redes sociais é vista como essencial para promover um ambiente que favoreça a convivência civilizada e o fortalecimento da democracia.

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