- Humberto Costa, presidente em exercício do Partido dos Trabalhadores (PT), criticou a judicialização das eleições internas, especialmente em Minas Gerais.
- A candidatura da deputada federal Dandara Tonantzin foi contestada, resultando no adiamento do pleito no estado.
- A Executiva Nacional do PT se reunirá na próxima terça-feira, 8, para definir uma nova data para as eleições.
- Costa considerou a judicialização “completamente inaceitável” e lembrou que a Justiça manteve a candidatura de Dandara, apesar de uma dívida de R$ 130 mil com o partido.
- O impasse em Minas Gerais pode afetar a divulgação do resultado nacional da presidência do PT, onde Edinho Silva é o principal concorrente.
BRASÍLIA – O presidente em exercício do Partido dos Trabalhadores (PT), Humberto Costa, criticou a judicialização das eleições internas, especialmente em Minas Gerais, onde a candidatura da deputada federal Dandara Tonantzin foi contestada. A situação levou ao adiamento do pleito no estado e a Executiva Nacional se reunirá na próxima terça-feira, 8, para definir uma nova data.
Costa classificou a judicialização como “completamente inaceitável” e lembrou que, no passado, o PT foi rigoroso com membros que recorreram à Justiça para contestar decisões internas. A candidatura de Dandara foi mantida pela Justiça, apesar de ela ter sido excluída por não quitar uma dívida de R$ 130 mil com o partido dentro do prazo estipulado.
O impasse em Minas Gerais impacta a divulgação do resultado nacional da presidência do PT. Costa afirmou que uma prévia poderá ser divulgada na segunda-feira, 7, caso o primeiro colocado no pleito tenha uma votação expressiva, que não seja afetada pelo resultado mineiro. O principal concorrente à presidência é Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara e apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Disputas Internas
Além de Edinho, outros candidatos disputam a presidência, como o ex-presidente do PT Rui Falcão, o secretário de Relações Internacionais Romênio Pereira e o diretor da Fundação Perseu Abramo Valter Pomar. O novo presidente terá um papel crucial na condução da campanha pela reeleição de Lula em 2026 e na articulação política no Congresso.
As eleições internas do PT refletem divisões entre diferentes correntes. A corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual Edinho faz parte, defende uma postura mais moderada e a formação de alianças com a centro-direita. Em contrapartida, outros grupos clamam por uma guinada à esquerda no governo de Lula.
A situação em Minas Gerais, com a judicialização da candidatura de Dandara, evidencia um racha no partido local. A nova direção do PT será responsável por enfrentar a crise de popularidade de Lula e as tensões com o Congresso, preparando a sigla para as próximas eleições.
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