- O presidente da Argentina, Javier Milei, paralisou a obra pública e dissolveu a Direção Nacional de Vialidade, responsável pela manutenção de mais de 40 mil quilômetros de estradas.
- A decisão, publicada no Boletim Oficial, transferiu as funções da Direção para os Ministérios de Economia e Segurança, resultando na demissão de mais de 5.000 funcionários.
- Sindicatos alertam para o aumento do risco de acidentes devido à falta de manutenção nas estradas, com 118 rotas nacionais sem supervisão.
- Governadores, como Alberto Weretilneck, criticam a falta de investimento do governo federal e prometem recorrer à Justiça por melhorias nas rodovias.
- O governo também reorganizou outros órgãos, como o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária e o Instituto Nacional de Tecnologia Industrial, sem aprovação do Congresso.
Javier Milei, presidente da Argentina, paralisou a obra pública logo após assumir o cargo e, agora, dissolve a Direção Nacional de Vialidade, responsável pela manutenção de mais de 40 mil quilômetros de estradas. A medida, publicada no Boletim Oficial, transferirá suas funções para os Ministérios de Economia e Segurança, resultando na demissão de mais de 5.000 funcionários.
Os sindicatos expressam preocupação com o aumento do risco de acidentes nas estradas, já que a falta de manutenção pode agravar a situação das vias. O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, defendeu a decisão como parte de um esforço para reduzir a corrupção na obra pública, apontando para a oposição peronista e a ex-presidente Cristina Kirchner, que cumpre pena por irregularidades em concessões de obras.
Consequências da Medida
A dissolução da Vialidade não apenas afeta os trabalhadores, mas também compromete a infraestrutura rodoviária do país. Graciela Aleñá, secretária geral do Sindicato dos Trabalhadores Viais, responsabilizou Milei por possíveis acidentes, afirmando que a decisão é ideológica e prejudica a manutenção das estradas. Ela destacou que 118 rotas nacionais estão sem supervisão e que a falta de recursos pode levar a um aumento significativo de acidentes.
Governadores de várias províncias, como Alberto Weretilneck, de Rio Negro, criticam a falta de investimento do governo federal. Weretilneck afirmou que o estado das estradas é um símbolo do abandono do interior do país e que a situação se agravou desde a recuperação democrática. Ele anunciou que recorrerá à Justiça para exigir melhorias nas rodovias.
Reorganização do Estado
Além da dissolução da Vialidade, o governo de Milei também reorganizou outros órgãos essenciais, como o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) e o Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI). Essas mudanças ocorrem sem a aprovação do Congresso, utilizando poderes legislativos delegados por um ano. A privatização da rede de transporte terrestre é uma das metas do governo, que já lançou licitações para 9.120 quilômetros de rodovias.
A situação atual levanta preocupações sobre a segurança nas estradas e a capacidade do governo de manter a infraestrutura essencial para o desenvolvimento do país. Com a obra pública paralisada há 19 meses, as consequências da nova política de Milei podem ser sentidas em diversas áreas da sociedade argentina.
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