- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter a prisão preventiva do tenente-coronel do Exército Rafael Martins de Oliveira.
- A decisão foi tomada em 7 de julho de 2025, durante investigações sobre um suposto golpe de Estado.
- Rafael Martins é acusado de integrar um grupo que planejava assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras autoridades.
- A defesa do militar pediu a revogação da prisão, mas Moraes afirmou que não foram apresentados novos fatos que justificassem a liberação.
- O ministro também negou o pedido de transferência de outro membro do grupo, Rodrigo Bezerra de Azevedo, para um local que facilitaria o contato com a família.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva do tenente-coronel do Exército Rafael Martins de Oliveira. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 7, em meio a investigações sobre um suposto esquema de golpe de Estado.
Rafael Martins é acusado de integrar o grupo conhecido como “kids pretos”, que teria planejado o “Plano Punhal Verde e Amarelo”, com o objetivo de assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu vice e ministros do STF. A defesa do militar solicitou a revogação da prisão, argumentando que já se passaram mais de dois anos desde os supostos crimes. Contudo, Moraes considerou que não foram apresentados fatos novos que justificassem a liberação, enfatizando a necessidade de resguardar a ordem pública e a instrução processual.
Além disso, o ministro também negou o pedido de transferência de Rodrigo Bezerra de Azevedo, outro membro do grupo. A defesa argumentou que a transferência para o Comando de Operações Especiais (COPESP) facilitaria o contato com a família. Moraes, no entanto, afirmou que o COPESP é um local onde Bezerra exercia suas funções anteriormente e que está ligado às investigações em curso.
Acusações e Investigações
Rafael Martins, Rodrigo Bezerra e outros oito militares são acusados de integrar um núcleo de ações coercitivas em uma tentativa de golpe de Estado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que o grupo promoveu “ações táticas” para pressionar o alto comando do Exército a aderir ao plano golpista. As investigações indicam que eles realizaram “ações de campo” para monitorar e neutralizar autoridades no final de 2022.
Os militares respondem a processos por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do estado democrático e danos qualificados ao patrimônio da União. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades, que buscam garantir a segurança e a estabilidade do país.
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