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Júnior Mano comunica ao TSE queda em patrimônio durante operação da PF sobre emendas

Deputado federal Júnior Mano é investigado por manipulação eleitoral e tem R$ 54,6 milhões bloqueados pela Polícia Federal.

Deputado federal Júnior Mano participa de audiência na Câmara (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/12-04-2023)
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  • O deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) é alvo de uma operação da Polícia Federal que bloqueou R$ 54,6 milhões em contas de investigados.
  • A ação investiga manipulação de pleitos eleitorais e compra de votos, com foco em um esquema de desvio de recursos públicos.
  • Entre 2018 e 2022, o patrimônio de Júnior Mano caiu de R$ 2,1 milhões para R$ 371 mil, com a maior parte dos bens consistindo em um veículo e participação em uma empresa.
  • A investigação começou após denúncia de uma ex-prefeita de Canindé (CE), que relatou um esquema de compra de votos liderado por Carlos Alberto Queiroz, conhecido como Bebeto do Choró.
  • A assessoria de Júnior Mano nega irregularidades e afirma que ele não participa de atos administrativos relacionados a prefeituras.

O deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) é alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que resultou no bloqueio de R$ 54,6 milhões em contas de investigados. A ação, deflagrada recentemente, investiga denúncias de manipulação de pleitos eleitorais e compra de votos, com foco em um esquema que teria envolvido recursos públicos desviados.

Entre 2018 e 2022, o patrimônio de Júnior Mano sofreu uma queda significativa, conforme dados apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2018, ao se candidatar pela primeira vez, ele declarou bens no valor de R$ 2,1 milhões, enquanto em 2022, esse valor caiu para apenas R$ 371 mil. A maior parte de seus bens em 2022 consistia em um veículo e participação em uma empresa de distribuição.

Investigações e Denúncias

A investigação teve início a partir de uma denúncia feita por uma ex-prefeita de Canindé (CE), que relatou um esquema de compra de votos durante a campanha eleitoral. Segundo ela, o grupo que aliciava eleitores era liderado por Carlos Alberto Queiroz, conhecido como Bebeto do Choró, que estava foragido após ser reeleito. A ex-prefeita afirmou que os recursos para financiar a campanha adversária provinham de licitações e emendas parlamentares, com a participação de Júnior Mano.

A PF realizou mandados de busca e apreensão em várias cidades do Ceará, incluindo Brasília e Fortaleza, como parte da operação. O Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, também está acompanhando o caso, que conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

Defesa do Deputado

A assessoria de Júnior Mano negou qualquer irregularidade, afirmando que o deputado não tem envolvimento em atos administrativos relacionados a prefeituras. O comunicado destaca que ele não participa de processos licitatórios ou fiscalização de contratos administrativos, reiterando seu compromisso com a legalidade e a transparência.

O caso continua em investigação, com a expectativa de que novos desdobramentos ocorram à medida que as autoridades aprofundem as apurações sobre as alegações de corrupção e manipulação eleitoral.

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