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Câmara aprova reajuste de 9% nos salários dos militares das Forças Armadas

Câmara aprova aumento de 9% para militares, com impacto de R$ 3 bilhões em 2025 e R$ 5,3 bilhões em 2026. A medida aguarda análise no Senado.

Militares da Marinha do Brasil fazem demonstração de segurança em Ipanema, às vésperas da Cúpula do Brics (Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo)
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  • A Câmara dos Deputados aprovou um reajuste de 9% na remuneração dos militares das Forças Armadas em 10 de outubro.
  • O aumento será dividido em duas parcelas: a primeira, de 4,5%, já está em vigor desde abril.
  • A segunda parcela, também de 4,5%, será implementada a partir de 1º de janeiro de 2026, se aprovada pelo Senado até 8 de agosto.
  • O impacto orçamentário será de R$ 3 bilhões em 2025 e R$ 5,3 bilhões em 2026.
  • Aproximadamente 740 mil militares, incluindo ativos, inativos e pensionistas, serão beneficiados com o reajuste.

A Câmara dos Deputados aprovou, em 10 de outubro, um reajuste de 9% na remuneração dos militares das Forças Armadas, incluindo ativos, inativos e pensionistas. O aumento, que será implementado em duas parcelas, já impacta o orçamento em R$ 3 bilhões em 2025 e R$ 5,3 bilhões em 2026.

A primeira parte do aumento, de 4,5%, já está em vigor desde abril. A segunda parcela, também de 4,5%, será concedida a partir de 1º de janeiro de 2026, caso a medida provisória seja aprovada pelo Senado até 8 de agosto. O soldo mínimo dos militares, que atualmente é de R$ 1.078, subirá para R$ 1.177 em 2026. Já os altos cargos, como almirantes e generais, terão seus salários aumentados de R$ 13.471 para R$ 14.711.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociaram o reajuste, que busca atender às demandas dos militares, que não recebiam aumento desde 2023. O relator da proposta, General Pazuello (PL-RJ), destacou que o percentual poderia ser maior, considerando as perdas salariais acumuladas ao longo dos anos.

Cerca de 740 mil integrantes das Forças Armadas serão beneficiados com o reajuste. A medida é uma resposta à insatisfação com a defasagem salarial, que foi exacerbada pela inflação. O governo argumenta que o aumento segue os moldes concedidos a outros servidores públicos federais.

A proposta agora aguarda análise no Senado, onde poderá passar por novas discussões antes de sua implementação definitiva. Se não aprovada até o prazo estipulado, a medida perderá validade, afetando os pagamentos já realizados.

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