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Conciliação sobre o IOF pode isentar cobrança em planos VGBL e risco sacado

Governo e Congresso aceleram negociações sobre o IOF antes da audiência no STF, buscando acordos para evitar impactos financeiros.

Autoridades do Judiciário e parlamentares brasileiros participam do 13° Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido como Gilmarpallooza. Na foto, o ex-presidente Michel Temer e os ministros do STF Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes (Foto: Julianna Lee - 4.jul.2025/Divulgação IDP)
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  • As negociações sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) começaram no 13º Fórum de Lisboa, onde autoridades brasileiras discutiram a taxação de operações financeiras.
  • O governo busca um acordo antes da audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para 15 de julho.
  • Entre as propostas estão a redução da alíquota do IOF e a eliminação da cobrança sobre operações não tributadas anteriormente.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, e outros deputados defendem a manutenção do aumento do imposto sobre operações já tributadas, como câmbio, e a retirada da cobrança sobre novas operações, como o risco sacado.
  • A taxação de 5% sobre aportes anuais em planos de previdência na modalidade VGBL também está em discussão, com propostas para restaurar a isenção para valores acima de R$ 300 mil.

As negociações sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) começaram durante o 13º Fórum de Lisboa, onde autoridades brasileiras discutiram a taxação de operações financeiras. O governo busca um acordo antes da audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para 15 de julho.

Entre as propostas em discussão, está a redução da alíquota do IOF e a eliminação da cobrança sobre operações que não eram tributadas anteriormente. O presidente da Câmara, Hugo Motta, e outros deputados defendem a manutenção do aumento do imposto sobre operações já tributadas, como câmbio, enquanto propõem a retirada da cobrança sobre novas operações, como o risco sacado.

O risco sacado, que ganhou notoriedade após fraudes na varejista Americanas, permite que fornecedores recebam pagamento à vista de instituições financeiras, com a dívida sendo quitada posteriormente pela compradora. O governo Lula inicialmente decidiu taxar essa operação, mas após pressão do Congresso, alterou a cobrança para uma taxa diária. O Congresso derrubou essa medida, levando o governo a recorrer ao STF.

Propostas em Discussão

Além do risco sacado, a taxação de 5% sobre aportes anuais em planos de previdência na modalidade VGBL também está em pauta. O governo havia estabelecido uma tributação sobre valores acima de R$ 300 mil em 2025 e R$ 600 mil a partir de 2026. A proposta dos deputados é restaurar a isenção para essas operações.

As conversas em torno do IOF foram intensificadas em Lisboa, onde o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, se reuniu com autoridades do Judiciário e do Congresso. O objetivo é chegar à audiência de conciliação com um formato já discutido, evitando que o encontro se torne apenas um debate sobre o tema.

A expectativa é que o governo encontre um meio-termo que permita a arrecadação necessária, ao mesmo tempo em que atende às demandas do Congresso. O cenário permanece incerto, mas as negociações seguem em ritmo acelerado.

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