- Movimentos sociais e partidos de esquerda realizam protestos em São Paulo e no Rio de Janeiro hoje.
- As manifestações visam pressionar o Congresso sobre a taxação dos super-ricos, a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e o fim da escala 6×1.
- O ato em São Paulo ocorre na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), às 18h. No Rio, o protesto acontece em frente à Bolsa de Valores, às 17h.
- O evento é organizado pela Frente Povo Sem Medo e a Frente Brasil Popular, com a participação de partidos como PSOL e PT.
- A deputada Érika Hilton (PSOL-SP) destaca a necessidade de a esquerda colocar suas pautas em evidência, em resposta ao clamor nas redes sociais.
Movimentos sociais e partidos de esquerda realizam hoje protestos em São Paulo e no Rio de Janeiro, com o objetivo de pressionar o Congresso sobre a taxação dos super-ricos, a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e o fim da escala 6×1. O ato em São Paulo ocorre na avenida Paulista, às 18h, em frente ao MASP, enquanto no Rio, o protesto acontece em frente à Bolsa de Valores, às 17h.
Organizado pela Frente Povo Sem Medo e a Frente Brasil Popular, o evento reúne diversos grupos sociais e partidos como PSOL e PT. As manifestações anteriores focaram na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e na anistia aos presos do 8 de Janeiro, mas agora a pauta se volta para questões econômicas. A deputada Érika Hilton (PSOL-SP) destaca que há um clamor nas redes sociais para que a esquerda coloque suas pautas em evidência, afirmando que a narrativa agora é própria, sem depender da extrema direita.
Pautas em Debate
A resistência no Legislativo é significativa. Uma pesquisa da Genial/Quaest revelou que 70% dos deputados se opõem ao fim da escala 6×1. Érika Hilton observa que poucos parlamentares se manifestam publicamente a favor dessa mudança, cientes do impacto que isso pode ter entre os eleitores.
A campanha pela taxação de bilionários, bancos e apostas, chamada de “BBB”, já gerou 4,5 milhões de postagens nas redes sociais. Frases como “Congresso inimigo do povo” e “ricos paguem a conta” têm sido amplamente utilizadas. Apesar do bom desempenho nas redes, os números ainda são inferiores aos da direita, que obteve 200 milhões de visualizações em um único vídeo de um deputado federal.
Os protestos de hoje refletem uma estratégia da esquerda para retomar a iniciativa política, buscando mobilizar a população em torno de suas demandas e pressionar o Congresso a considerar suas propostas.
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