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Falta de leitos provoca soluções improvisadas em eventos e turismo

Governo federal adota medidas emergenciais para garantir hospedagem na COP30, incluindo uso de habitações inacabadas e salas de aula.

Ministro das Cidades, Jader Filho, em visita ao condomínio no Pará que o governo federal planeja usar para receber participantes da COP30 (Foto: Divulgação/Ministério das Cidades)
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  • O governo federal busca soluções para a escassez de leitos e altos preços de hospedagem durante a COP30 em Belém, que ocorrerá em novembro.
  • Uma das alternativas é utilizar habitações inacabadas do programa Minha Casa Minha Vida como alojamentos temporários.
  • A Polícia Rodoviária Federal (PRF) planeja converter salas de aula em abrigos para os agentes que atuarão no evento.
  • O governo do Pará negocia com hotéis para oferecer quartos a preços reduzidos para delegações de países em desenvolvimento.
  • A Secretaria Nacional do Consumidor notificou 24 estabelecimentos devido à insatisfação com os preços de hospedagem.

Pressionado pela escassez de leitos e altos preços de hospedagem, o governo federal busca soluções emergenciais para a COP30, que ocorrerá em Belém em novembro. Uma das alternativas é utilizar habitações inacabadas do programa Minha Casa Minha Vida como alojamentos temporários. Além disso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) planeja converter salas de aula em abrigos para os cerca de 900 agentes que atuarão no evento.

O Ministério das Cidades confirmou que o uso do Residencial Viver Pratinha, que passou por ocupações ilegais e está em processo de finalização, está sendo estudado. A expectativa é que 256 das 768 unidades estejam prontas até outubro. A PRF reconhece a “saturação da estrutura de hospedagem” em Belém e está firmando parcerias com instituições de ensino para transformar salas de aula em dormitórios, com a necessidade de materiais como beliches e colchões.

A cúpula de líderes, que ocorrerá nos dias 6 e 7 de novembro, ampliou a demanda por logística, elevando os custos planejados. A PRF ainda precisa de R$ 11,5 milhões para executar seu planejamento, que está sendo discutido em reuniões sob a coordenação da Casa Civil. Outras soluções incluem o uso de tendas climatizadas e um contrato de R$ 263 milhões com a Embratur para garantir leitos em navios de cruzeiro.

O governo do Pará também busca acordos com hotéis para reduzir preços para delegações de países em desenvolvimento. A proposta é que mais de 30 hotéis disponibilizem 500 quartos com diárias entre 100 e 300 dólares. A negociação deve ser oficializada em breve, após várias reuniões com o setor hoteleiro.

A insatisfação com os preços de hospedagem levou a Secretaria Nacional do Consumidor a notificar 24 estabelecimentos. O governo estadual está construindo a Vila COP, que oferecerá 405 leitos, além de reformar escolas para servir como hospedagem. A falta de uma plataforma oficial de hospedagem gerou o surgimento de sites alternativos, que a Secop pediu que fossem denunciados.

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