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Novo Código Eleitoral traz mudanças e gera polêmicas no cenário político brasileiro

Projeto de Lei 112/2021 pode mudar o Código Eleitoral até outubro, impactando a cota de gênero e a regulamentação de fake news.

Código Eleitoral em vigor no país é o mesmo instituído em 1965 (Foto: TRE-RN)
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  • O Projeto de Lei 112/2021 tramita no Congresso Nacional e propõe um novo Código Eleitoral para o Brasil, substituindo a legislação de 1965.
  • O objetivo é modernizar as normas eleitorais e unificar regras dispersas em diferentes leis, como a Lei das Eleições e a Lei dos Partidos Políticos.
  • Entre as inovações estão a regulamentação da pré-campanha e a criação de penalidades para a disseminação de fake news, incluindo a possibilidade de prisão.
  • O projeto reduz a cota de gênero de 30% para 20% nas candidaturas, gerando polêmica sobre a representatividade feminina.
  • A proposta precisa ser aprovada até outubro de 2025 para entrar em vigor nas eleições de 2026, e ainda será votada no Senado antes de retornar à Câmara dos Deputados.

Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 112/2021, que propõe um novo Código Eleitoral para o Brasil, substituindo a legislação vigente desde 1965. O objetivo é modernizar as normas eleitorais, adequando-as à realidade democrática atual e ao uso crescente das redes sociais nas campanhas.

O atual Código Eleitoral, herdado da ditadura militar, apresenta características obsoletas. O novo projeto visa unificar normas dispersas em diversas legislações, como a Lei das Eleições e a Lei dos Partidos Políticos. Entre as inovações, estão a regulamentação da pré-campanha, permitindo gastos com impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, e a ampliação da participação da sociedade civil na fiscalização do processo eleitoral.

Polêmicas e Avanços

O projeto também traz mudanças na cota de gênero, reduzindo o percentual de 30% para 20% nas candidaturas. Essa alteração gerou críticas, pois muitos defendem que a meta deve ser a igualdade na representatividade feminina. Além disso, a proposta enfrenta questionamentos sobre a falta de regulamentação de tecnologias digitais, como o uso de inteligência artificial e deep fake nas campanhas.

Outra inovação é a criação de penalidades mais rigorosas para a disseminação de fake news, incluindo a possibilidade de prisão. O novo código também simplifica regras de financiamento de campanha, aumentando a margem de doações de pessoas físicas e facilitando a prestação de contas para campanhas menores.

Tramitação e Prazos

A proposta ainda precisa ser votada no Senado e, posteriormente, retornará à Câmara dos Deputados para ajustes. Para que o novo Código Eleitoral entre em vigor em 2026, a aprovação deve ocorrer até outubro deste ano, conforme a regra constitucional que exige mudanças nas normas eleitorais um ano antes das eleições. A discussão em torno do projeto continua acirrada, refletindo a complexidade das questões eleitorais no Brasil.

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