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Lula critica jornada de trabalho 6×1 e propõe diálogo com empresários e sindicalistas

Lula convoca empresários e sindicalistas para debater a redução da jornada de trabalho, com apoio de 64% da população.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia no Palácio do Planalto (Foto: Gabriela Biló - 09.jul.25/Folhapress)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, propôs a convocação de empresários e sindicalistas para discutir a redução da jornada de trabalho no Brasil, especialmente o fim da escala 6×1.
  • Lula afirmou que “a humanidade não quer mais 6×1” e que é necessário encontrar uma jornada mais flexível, atendendo às demandas da juventude.
  • Um levantamento do Instituto de Economia da Unicamp indica que a redução da jornada beneficiaria 37% dos trabalhadores com carteira assinada e poderia impactar positivamente 38% da população ocupada, incluindo trabalhadores informais.
  • A proposta é apoiada por 64% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha, enquanto 33% se opõem à mudança.
  • Entidades do comércio e da indústria se manifestaram contra a proposta, alegando que a redução da jornada pode aumentar os custos operacionais e afetar a competitividade, especialmente das micro e pequenas empresas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, nesta sexta-feira (11), a convocação de empresários e sindicalistas para discutir a redução da jornada de trabalho no Brasil, especialmente o fim da escala 6×1. Durante um evento no Palácio do Planalto, Lula afirmou que “a humanidade não quer mais 6×1” e que é necessário encontrar uma jornada de trabalho mais flexível, alinhada às demandas da juventude.

Um levantamento do Instituto de Economia da Unicamp indica que a redução da jornada beneficiaria 37% dos trabalhadores com carteira assinada e poderia impactar positivamente mais 38% da população ocupada, que inclui trabalhadores informais com jornadas superiores a 36 horas semanais. A proposta de Lula é apoiada por 64% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha, enquanto 33% se opõem à mudança.

Entidades do comércio e da indústria manifestaram resistência à proposta, argumentando que a redução da jornada poderia aumentar os custos operacionais e afetar a competitividade, especialmente das micro e pequenas empresas. Em maio, líderes sindicais expressaram a necessidade de convencer a sociedade sobre a importância da mudança, embora tenham esperança de que o debate avance.

Proposta de Emenda à Constituição

A proposta de emenda à Constituição (PEC), em tramitação na Câmara, sugere uma jornada de trabalho de quatro dias semanais, com um máximo de 36 horas. Essa mudança visa não apenas melhorar a saúde dos trabalhadores, mas também aumentar a produtividade, como demonstrado em estudos internacionais. Atualmente, a legislação brasileira permite uma jornada de até 44 horas semanais, com a possibilidade de compensação de horários.

A deputada Erika Hilton (PSOL), responsável pela PEC, destaca que a proposta busca modernizar a legislação trabalhista, refletindo as novas demandas do mercado e da sociedade. A discussão sobre a jornada de trabalho no Brasil, portanto, se intensifica, com a expectativa de que novas formas de trabalho sejam apresentadas para garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores.

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