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Rivais de Marcola revelam divisão interna no PCC com acusações e desentendimentos

Roberto Soriano, ex-chefe do PCC, é condenado a 44 anos e oito meses por assassinato, evidenciando divisão interna na facção.

Marcola, líder do PCC, em foto do sistema prisional (Foto: Ministério Público)
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  • Roberto Soriano, ex-chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi condenado a 44 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do agente penitenciário Alex Belarmino, ocorrido em setembro de 2016.
  • O julgamento durou oito dias e revelou um racha interno na facção criminosa, com Soriano e outros ex-aliados de Marcola debochando do líder do PCC.
  • Durante as audiências, Soriano, conhecido como “Tiriça”, e Abel Pacheco, o “Vida Loka”, criticaram Marcola, chamando-o de “cagueta”.
  • Alex Belarmino foi emboscado e baleado 23 vezes ao se dirigir ao trabalho na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.
  • O advogado de Soriano anunciou que irá recorrer da sentença, enquanto outros 15 acusados já haviam sido condenados entre 2021 e 2023.

Roberto Soriano, ex-chefe do PCC, foi condenado a 44 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do agente penitenciário Alex Belarmino, ocorrido em setembro de 2016. O julgamento, que durou oito dias, revelou um racha interno na facção criminosa, com Soriano e outros ex-aliados de Marcola debochando do líder do PCC.

Durante as audiências, Soriano, conhecido como “Tiriça”, e Abel Pacheco, o “Vida Loka”, criticaram Marcola, afirmando que ele é um “cagueta” e que o crime em São Paulo não merecia passar por essa “vergonha”. As declarações foram feitas em resposta a um áudio de Marcola, onde ele o chamava de psicopata e o acusava de ser o mandante da morte de Belarmino.

O Ministério Público Federal utilizou essas gravações como evidência no julgamento. Apesar das críticas, Soriano e seus aliados foram excluídos do PCC após tentativas de expulsar Marcola da facção. Pacheco ironizou a relação de Marcola com agentes de segurança, afirmando que ele “mia igual a um gatinho” quando se tratava de colaborar com a polícia.

Alex Belarmino foi emboscado e baleado 23 vezes enquanto se dirigia ao trabalho na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Ele deixou dois filhos. O advogado de Soriano, Cláudio Dalledone, anunciou que irá recorrer da sentença. A Justiça Federal já havia condenado outros 15 acusados de envolvimento na execução do agente, com várias sentenças proferidas entre 2021 e 2023.

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