Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

STF ouve Mauro Cid em novos depoimentos sobre a trama golpista

Mauro Cid confirma acusações contra Bolsonaro e revela conexões com o general Braga Netto em depoimento ao STF sobre tentativa de golpe.

Mauro Cid depõe ao STF sobre a trama golpista (Foto: Gustavo Moreno/STF)
0:00
Carregando...
0:00
  • O tenente-coronel Mauro Cid prestou novo depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) em treze de novembro.
  • Cid confirmou acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele recebeu e sugeriu mudanças na minuta do golpe de Estado de 2022.
  • O ex-ajudante de ordens revelou que Bolsonaro pressionou o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, por um relatório que questionasse a integridade das urnas eletrônicas.
  • Cid mencionou o general Walter Souza Braga Netto como intermediário entre Bolsonaro e os acampamentos golpistas, afirmando ter recebido recursos dele.
  • O depoimento é considerado crucial para as investigações sobre a tentativa de desestabilização do governo, que envolve 23 réus.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, prestou novo depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 13 de novembro. O interrogatório faz parte de três ações penais que investigam a tentativa de golpe de Estado em 2022. Cid, que já havia sido ouvido em junho, trouxe informações adicionais após firmar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

Durante o depoimento, Cid confirmou a veracidade das acusações contra Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente recebeu e sugeriu alterações na minuta do golpe, que previa medidas autoritárias para reverter o resultado das eleições. Segundo Cid, Bolsonaro pediu a remoção de trechos que previam a prisão de autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, que presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na época.

O ex-ajudante de ordens também revelou que Bolsonaro pressionou o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, por um relatório que questionasse a lisura das urnas eletrônicas. Cid confirmou que o relatório das Forças Armadas não encontrou fraudes, mas não descartou a possibilidade de falhas. Ele afirmou que Bolsonaro queria um documento “duro” contra as urnas e que, após as eleições, o ministro desmarcou uma reunião no TSE por pressão do ex-presidente.

Conexões e Financiamentos

Cid mencionou o general Walter Souza Braga Netto como um elo entre Bolsonaro e os acampamentos golpistas em frente aos quartéis. Ele afirmou ter recebido recursos de Braga Netto, que foram entregues a um major do Exército, e que o dinheiro estava em uma caixa de vinho. Cid também destacou que Braga Netto fazia parte de um grupo que pressionava Bolsonaro a agir em relação ao resultado das eleições.

O depoimento de Cid é considerado crucial para elucidar as responsabilidades na trama golpista, que envolve 23 réus. A colaboração dele com a Justiça pode ser determinante para o andamento das investigações e a responsabilização dos envolvidos. O STF continua a ouvir testemunhas e a investigar os desdobramentos da tentativa de desestabilização do governo em 2022.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais