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Hugo Motta pode iniciar devastação ambiental com nova atuação na Câmara

Câmara dos Deputados vota hoje o PL 2159/2021, que pode desmantelar regras de licenciamento ambiental e impactar acordos internacionais.

Hugo Motta em sessão na Câmara para votar projeto que cancela decreto do governo que elevou o IOF (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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  • O Projeto de Lei 2159/2021, conhecido como “PL da Devastação”, será votado na Câmara dos Deputados nesta terça-feira.
  • O projeto, já aprovado pelo Senado, propõe mudanças nas regras de licenciamento ambiental, permitindo autodeclarações por empresários.
  • Especialistas e ambientalistas alertam que a aprovação pode comprometer a proteção ambiental e acordos internacionais.
  • A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, expressou preocupações sobre as consequências jurídicas e diplomáticas, especialmente com a COP 30 se aproximando.
  • A proposta prevê licenciamento simplificado para noventa por cento dos empreendimentos no Brasil, o que pode afetar terras indígenas e quilombolas.

O Projeto de Lei 2159/2021, conhecido como “PL da Devastação”, está prestes a ser votado na Câmara dos Deputados nesta terça-feira. A proposta, que já passou pelo Senado, visa desmantelar as regras de licenciamento ambiental no Brasil, permitindo que empresários façam autodeclarações sobre a legalidade de suas atividades. Especialistas e ambientalistas alertam que essa mudança pode resultar em sérios riscos à proteção ambiental e comprometer acordos internacionais.

A votação ocorre em um momento de intensa pressão da bancada do agronegócio, com a possibilidade de uma aprovação apressada, incluindo votos remotos. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, expressou preocupações sobre as repercussões jurídicas e diplomáticas que o projeto pode trazer, especialmente com a COP 30 se aproximando, marcada para ocorrer em Belém dentro de quatro meses.

Os críticos do PL 2159 afirmam que a nova legislação pode abrir caminho para a destruição de terras indígenas e quilombolas, que perderiam seu status de áreas protegidas. Além disso, a proposta prevê a emissão de licenciamento ambiental simplificado para 90% dos empreendimentos no Brasil, abrangendo indústrias e mineração, com base apenas em autodeclarações. Essa mudança é considerada um retrocesso significativo na proteção ambiental do país.

A iminente votação gera um clima de incerteza sobre o futuro das políticas ambientais no Brasil. A aprovação do projeto pode comprometer a liderança do país em questões ambientais e suas relações comerciais com outras nações. Especialistas recomendam que a votação seja adiada para permitir uma discussão mais ampla e transparente com a sociedade.

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