- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforçou as acusações contra o ex-ministro Walter Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid em uma investigação sobre uma suposta trama golpista.
- Gonet alega que Braga Netto entregou dinheiro a Cid para monitorar autoridades, considerando a versão do ex-ministro “inverossímil”.
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a condenação de Braga Netto, Cid, do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros cinco réus por crimes como tentativa de golpe de Estado.
- Cid afirmou, em delação premiada, que recebeu dinheiro de Braga Netto em uma sacola de vinho após uma reunião.
- Braga Netto nega as acusações e diz que a reunião foi uma visita de cortesia; ambos mantiveram suas versões durante acareação.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforçou as acusações contra o ex-ministro Walter Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid em uma investigação sobre uma suposta trama golpista. Gonet alega que Braga Netto entregou dinheiro a Cid para monitorar autoridades, considerando a versão do ex-ministro como “inverossímil”.
Na manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Gonet solicitou a condenação de Braga Netto, Cid, do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros cinco réus por crimes como tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Cid, em seu acordo de delação premiada, afirmou que recebeu uma quantia em dinheiro de Braga Netto, supostamente dentro de uma sacola de vinho, após uma reunião em sua casa.
Braga Netto nega as acusações e afirma que a reunião foi apenas uma visita de cortesia. Ele realizou uma acareação com Cid, mas ambos mantiveram suas versões. Gonet, nas alegações finais, destacou que a narrativa de Braga Netto é prejudicada por outros elementos da investigação. A PGR questiona a plausibilidade da visita de dois militares à casa de um general sem justificativa, considerando que isso contraria normas militares.
Além disso, Gonet observou que as ações implementadas pelos envolvidos, como passagens aéreas e compras de celulares, reforçam a suspeita de que o dinheiro utilizado na operação clandestina veio de Braga Netto. A PGR considera que a versão do ex-ministro não se sustenta diante das evidências apresentadas.
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