- Donald Trump anunciou a possibilidade de impor tarifas de até 100% sobre produtos russos se não houver um acordo de cessar-fogo em 50 dias.
- A declaração foi feita durante uma reunião com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, na Casa Branca, em 14 de agosto.
- Trump criticou as ações de Vladimir Putin desde a invasão da Ucrânia em 2022, distanciando-se de sua relação anterior com o líder russo.
- Durante o encontro, também foi discutida a liberação de armamentos para a Ucrânia, reforçando o compromisso dos Estados Unidos com a aliança militar ocidental.
- A Rússia respondeu afirmando que está preparada para enfrentar novas sanções.
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, anunciou uma nova postura em relação à Rússia, ameaçando impor tarifas de até 100% sobre produtos russos caso não seja alcançado um acordo de cessar-fogo em 50 dias. A declaração foi feita durante uma reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, na Casa Branca, na segunda-feira, 14 de agosto.
Trump criticou abertamente as ações de Vladimir Putin desde a invasão da Ucrânia em 2022, distanciando-se de sua antiga relação com o líder russo. Durante o encontro, também foi discutida a possibilidade de liberação de armamentos para a Ucrânia, reforçando o compromisso dos Estados Unidos com a aliança militar ocidental.
A proposta de tarifas secundárias visa pressionar países que continuam a comprar petróleo russo, como China e Índia, que aumentaram suas importações desde o início do conflito. O embaixador dos EUA na OTAN, Matthew Whitaker, destacou que a estratégia busca direcionar a pressão sobre essas nações, que são os principais compradores de petróleo da Rússia.
Entretanto, analistas financeiros expressam ceticismo quanto à eficácia das tarifas. O histórico de ameaças semelhantes, como as feitas em relação ao petróleo venezuelano, levanta dúvidas sobre a viabilidade das medidas propostas. Além disso, a dependência de muitos países em relação à energia russa pode dificultar a implementação das tarifas.
A resposta da Rússia foi imediata, com o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, afirmando que o país está preparado para enfrentar novas sanções. As próximas semanas serão decisivas para avaliar o impacto real das ameaças de Trump no mercado energético global.
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