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Trump decide sobre documentos de Kennedy e impacta política dos EUA

Trump busca aumentar a transparência ao desclassificar documentos sobre o assassinato de Kennedy, mas novas revelações são improváveis.

Foto momentos antes do assassinato mostra John F. Kennedy no carro em Dallas, com a primeira dama Jacqueline Kennedy, à direita, Nellie Connally, na esquerda, e marido dela, o então governador do Texas, John Connally. (Foto: AP Photo/Jim Altgens, arquivo)
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  • Donald Trump assinou um decreto para desclassificar documentos sobre o assassinato de John F. Kennedy, ocorrido em 22 de novembro de 1963, em Dallas, Texas.
  • O decreto é parte de uma promessa de campanha de Trump para aumentar a transparência em eventos históricos.
  • A Comissão Warren concluiu que Lee Harvey Oswald agiu sozinho, mas essa versão é contestada e gera desconfiança pública.
  • Mais de 97% dos documentos sobre o caso já foram divulgados, restando cerca de 3.000 registros não acessíveis.
  • Historiadores afirmam que novos dados provavelmente não trarão revelações significativas sobre o assassinato.

Donald Trump assina decreto para desclassificar documentos sobre o assassinato de John F. Kennedy

Na quinta-feira, 23, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto visando a desclassificação de documentos relacionados ao assassinato de John F. Kennedy, ocorrido em 22 de novembro de 1963, em Dallas, Texas. O ato é parte de uma promessa de campanha de Trump, que busca aumentar a transparência em relação a eventos históricos que geraram desconfiança pública.

A Comissão Warren, que investigou o caso, concluiu que Lee Harvey Oswald agiu sozinho, mas essa versão é frequentemente contestada, alimentando teorias da conspiração. Segundo Larry Sabato, professor da Universidade da Virgínia, a falta de transparência em torno dos documentos tem gerado desconfiança no governo. Trump afirmou que “muita gente esperava isso há anos, décadas”.

Embora o decreto inclua a desclassificação de documentos sobre outros casos, como os assassinatos de Robert F. Kennedy e Martin Luther King Jr., analistas apontam que a maioria dos registros sobre Kennedy já foi divulgada. Em 2022, o Arquivo Nacional dos EUA revelou que mais de 97% dos documentos relacionados ao caso já estavam disponíveis ao público.

Historiadores como Lucas de Souza Martins, da Temple University, destacam que, apesar da expectativa, é improvável que novos dados tragam revelações significativas. A ordem de Trump orienta o diretor de inteligência nacional e o procurador-geral a desenvolver um plano para liberar os registros restantes em um prazo específico, mas a data exata de divulgação ainda é incerta.

Ainda há cerca de 3.000 registros que permanecem não divulgados, e muitos pesquisadores acreditam que a verdade sobre o assassinato de Kennedy pode nunca ser completamente revelada. A busca por respostas continua, enquanto o interesse pelo caso permanece forte, mesmo após seis décadas.

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