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Governo Trump determina retirada de tropas após protestos em Los Angeles

Protestos em Los Angeles se intensificam após aumento de prisões de imigrantes, enquanto governo federal processa a cidade-santuário.

Manifestantes enfrentam membros da Guarda Nacional da Califórnia do lado de fora de um prédio federal, enquanto protestam contra operações federais de imigração, em Los Angeles (Foto: Apu Gomes - 9.jun.25/AFP)
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  • O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou a retirada de 2.000 soldados da Guarda Nacional de Los Angeles.
  • A presença militar foi inicialmente destinada a proteger propriedades federais durante protestos contra as políticas de imigração do governo Trump.
  • Apesar da retirada, cerca de 2.000 soldados e 700 fuzileiros navais continuarão na região.
  • Os protestos, que começaram em junho, foram impulsionados por quase 2.800 prisões de imigrantes sem documentos, um aumento em relação ao recorde de 850 prisões em maio.
  • A mobilização contra as políticas de imigração se intensificou, com a participação de ativistas e organizações locais, além de uma greve geral prevista para agosto.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou a retirada de 2.000 soldados da Guarda Nacional de Los Angeles, onde estavam mobilizados para proteger propriedades federais durante protestos contra as políticas de imigração do governo Trump. A decisão foi comunicada pelo Pentágono nesta terça-feira, destacando que a presença militar ajudou a reduzir a “ilegalidade” na cidade.

Apesar da retirada, cerca de 2.000 soldados e 700 fuzileiros navais permanecerão na região. As manifestações, que começaram em junho, foram desencadeadas por operações federais que resultaram em quase 2.800 prisões de imigrantes sem documentos, um aumento significativo em relação ao recorde anterior de 850 prisões em maio.

Mobilização Organizada

Os protestos, que inicialmente foram limitados a áreas específicas da cidade, evoluíram para uma mobilização mais estruturada. Ativistas e organizações, como a Coalizão pelos Direitos Humanos dos Imigrantes (Chirla), começaram a monitorar as ações do ICE, distribuir panfletos e organizar oficinas sobre direitos civis. Uma greve geral está prevista para agosto, com a participação crescente de moradores que antes não se envolviam nas manifestações.

Além das ações nas ruas, o movimento ganhou força nas redes sociais, com veículos de comunicação locais, como a LA Taco, mudando seu foco para a cobertura de imigração. Influenciadores também começaram a documentar as operações do ICE, refletindo uma mudança na forma como a comunidade lida com as políticas federais.

Conflitos e Ações Judiciais

O governo Trump processou Los Angeles, alegando que as políticas da cidade, que se autodenomina “cidade-santuário”, violam a lei federal ao limitar a cooperação com as autoridades de imigração. A ação judicial destaca a resistência da cidade, que é predominantemente democrata, às tentativas de ampliação das deportações.

Os líderes do movimento, como o vereador Hugo Soto-Martínez, enfatizam a necessidade de atualizar a mensagem e as demandas dos protestos, afirmando que a luta contra as políticas anti-imigração deve continuar por um longo período. A mobilização, que se intensificou após a repressão inicial, mostra a determinação da comunidade em resistir às ações do governo federal.

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