- O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, promoveu o suplemento Monjaslim em vídeo nas redes sociais.
- O produto, que promete emagrecimento de até sete quilos em 30 dias, não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
- A deputada estadual Lohanna acionou o Ministério Público de Minas Gerais para investigar a promoção do suplemento e a possível utilização de recursos públicos.
- A Anvisa confirmou a irregularidade da promoção de produtos com alegações terapêuticas e informou que não há registro do Monjaslim.
- O sócio da empresa responsável pelo suplemento afirmou que a documentação para regularização está sendo organizada e que os vídeos foram retirados temporariamente.
O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), irmão do senador Cleitinho Azevedo, está no centro de uma polêmica após promover o suplemento Monjaslim em vídeo nas redes sociais. O produto, que promete emagrecimento de até sete quilos em 30 dias, não possui registro na Anvisa, que proíbe a associação de suplementos a alegações medicinais.
No vídeo, Gleidson afirma que o Monjaslim, descrito como “100% natural”, foi fundamental para sua perda de peso. A gravação foi divulgada pela página “Divinópolis Urgente” e, embora tenha sido removida do site da fabricante, a deputada estadual Lohanna (PV) já acionou o Ministério Público de Minas Gerais para investigar a situação. Ela questiona se o vídeo foi gravado nas dependências da Prefeitura, onde são visíveis os mastros das bandeiras.
A Anvisa confirmou que não há registro do Monjaslim e que a promoção de produtos com alegações terapêuticas é irregular. O sócio da empresa responsável pelo suplemento, Carlos Eduardo Máximo Bernardo, informou que a documentação para regularização está sendo organizada e que os vídeos foram retirados “temporariamente por precaução jurídica”.
Além disso, um youtuber apontou que as imagens de emagrecimento usadas nas promoções podem ter sido copiadas de outros locais, levantando suspeitas sobre a veracidade dos depoimentos. O preço do produto, que custava a partir de R$ 197, foi um dos fatores que chamou a atenção para a questão. A situação continua a gerar repercussão e investigações.
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