- A Justiça do Rio de Janeiro transferiu o processo de plágio movido por Toninho Geraes contra Adele para São Paulo, a pedido da Universal Music.
- Geraes alega que a música “Million Years Ago” plagiou sua canção “Mulheres”.
- A juíza Simone Chevrand justificou a transferência por uma disputa relacionada à rescisão do contrato de Geraes com a gravadora.
- Os advogados de Geraes consideram a mudança “frágil e ilegal” e planejam recorrer.
- A defesa de Adele argumenta que a semelhança entre as músicas é um “clichê musical” e não configura plágio.
Os desdobramentos do processo de plágio movido por Toninho Geraes contra a cantora Adele ganharam um novo capítulo. A Justiça do Rio de Janeiro decidiu transferir o caso para São Paulo, a pedido da Universal Music, gravadora que representa a artista britânica. Geraes alega que a música “Million Years Ago” plagiou sua canção “Mulheres”, famosa na interpretação de Martinho da Vila.
A transferência do processo, que já acumula cerca de 8 mil páginas de documentos, foi justificada pela juíza Simone Chevrand. Ela argumentou que a ação deve ser analisada em conjunto com outra disputa relacionada à rescisão do contrato de Geraes com a gravadora, que ocorreu entre 1995 e 2023. A decisão pode complicar ainda mais a situação do compositor, que teme a anulação de atos processuais anteriores.
Os advogados de Geraes, Fredímio Trotta e Deborah Sztajnberg, expressaram surpresa com a mudança e afirmaram que irão recorrer. Eles consideram a transferência “frágil e ilegal”, uma vez que outros juízes do Rio já haviam atuado no caso. A defesa de Adele, por sua vez, sustenta que a semelhança entre as músicas é um “clichê musical” e não configura plágio.
Implicações do Caso
O processo já passou por diversas decisões judiciais, incluindo uma liminar que suspendeu temporariamente a execução da música de Adele, mas que foi posteriormente revertida. A expectativa agora é que a nova análise em São Paulo traga desdobramentos significativos. Os advogados de Geraes afirmam que testes indicaram 85% de similaridade entre as canções, reforçando a argumentação de plágio.
Com a transferência, o futuro do caso permanece incerto, e a continuidade dos atos processuais realizados no Rio de Janeiro está em risco. A situação se torna ainda mais complexa, à medida que o novo juiz em São Paulo terá a responsabilidade de decidir sobre a validade das decisões anteriores.
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