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Haddad critica projetos que visam agradar o mercado sem efetividade no Congresso

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descarta grandes reformas fiscais em 2024 e destaca desafios orçamentários urgentes.

Não é razoável imaginar que vamos aprovar grandes reformas em 2026, diz Haddad (Foto: Wilton Junior/Estadão)
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  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não se pode esperar grandes reformas fiscais em 2024, ano das eleições presidenciais.
  • Ele destacou a dificuldade em aprovar até mesmo medidas simples e afirmou que as propostas atuais são suficientes para o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026.
  • Haddad mencionou a pressão das despesas obrigatórias e a necessidade de ajustes no Orçamento, além da renúncia fiscal de R$ 800 bilhões.
  • O ministro está em diálogo com parlamentares sobre projetos para aumentar a arrecadação e conter despesas, mas não enviará novas medidas de ajuste fiscal ao Congresso.
  • Ele também comentou sobre a revisão de políticas nas áreas de saúde e educação, e a expectativa de aprovar reformas mais complexas no próximo ano é considerada irrealista.

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que não é razoável esperar grandes reformas fiscais em 2024, ano das eleições presidenciais. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, ele enfatizou a dificuldade de aprovar até mesmo medidas simples, destacando que a agenda do ministério está definida e que as propostas atuais são suficientes para o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026.

Haddad abordou a pressão das despesas obrigatórias e a necessidade de ajustes no Orçamento. Ele mencionou que o governo não está conseguindo avançar em discussões sobre reformas estruturais, como a revisão dos pisos constitucionais da saúde e educação. “Não adianta enviar propostas ao Congresso sem ter noção de como as coisas vão se processar,” afirmou o ministro, ressaltando a importância de uma conversa franca sobre a situação fiscal.

Desafios e Propostas

O ministro também comentou sobre a renúncia fiscal de R$ 800 bilhões, que representa um desafio significativo para o governo. Haddad mencionou que está em diálogo com o deputado Aguinaldo Ribeiro e outros parlamentares sobre projetos que visam aumentar a arrecadação e conter despesas. Ele destacou que a equipe econômica não deve enviar novas medidas de ajuste fiscal ao Congresso, pois as propostas já apresentadas são suficientes para fechar a peça orçamentária.

Além disso, Haddad mencionou a necessidade de revisar políticas que impactam diretamente a saúde e a educação, áreas que enfrentam demandas urgentes. “Estamos negociando medidas de saneamento de cadastros e programas com trajetória explosiva de gastos,” disse ele, referindo-se a discussões em andamento sobre a reforma administrativa e outras iniciativas.

Expectativas Futuras

O ministro também abordou a expectativa de aprovar reformas mais complexas no próximo ano, afirmando que “imaginar que grandes reformas serão aprovadas não é razoável.” Ele destacou que a agenda atual inclui a discussão de projetos como a Lei de Falências e a garantia de crédito barato via Pix, que estão prontos para votação no Senado. Haddad concluiu que, apesar das dificuldades, o governo continua comprometido em buscar soluções para os desafios fiscais do país.

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