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Cidade do Norte Fluminense se torna refém de conflitos políticos no Rio de Janeiro

Wladimir Garotinho denuncia cortes na saúde de Campos e busca reverter suspensão de repasses, enquanto Rodrigo Bacellar enfrenta crise política.

Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. (Foto: Divulgação)
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  • A rivalidade entre Anthony Garotinho e Marcos Bacellar se intensifica em Campos dos Goytacazes, agora envolvendo seus filhos, Wladimir Garotinho e Rodrigo Bacellar.
  • Wladimir Garotinho, prefeito de Campos, acusa Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio, de cortar repasses estaduais à saúde do município.
  • Os repasses caíram de R$ 200 milhões em 2021 para zero, segundo Wladimir, que chamou Bacellar de “covarde”.
  • Durante a interinidade de Bacellar como governador, houve a suspensão de um convênio com hospitais públicos, o que gerou mais tensões.
  • A Justiça determinou o restabelecimento dos repasses à saúde, indicando um possível desgaste na aliança entre Bacellar e o governador Cláudio Castro.

Rivalidade entre Garotinho e Bacellar se intensifica em Campos

A disputa política em Campos dos Goytacazes, marcada pela rivalidade entre Anthony Garotinho e Marcos Bacellar, agora é protagonizada por seus filhos. Wladimir Garotinho, atual prefeito, acusa Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio, de cortes nos repasses estaduais à saúde do município. A tensão aumentou após a suspensão de um convênio milionário com hospitais públicos, coincidindo com a breve interinidade de Bacellar como governador.

Wladimir Garotinho, em um vídeo nas redes sociais, afirmou que os repasses para a saúde caíram de R$ 200 milhões em 2021 para zero, chamando Bacellar de “covarde”. A situação se agravou quando o governo do estado, durante a viagem do governador Cláudio Castro a Portugal, decidiu suspender os repasses. Bacellar, por sua vez, alegou que a suspensão foi uma coincidência.

Exonerações e tensões políticas

O mandato interino de Bacellar foi marcado por decisões polêmicas, incluindo a exoneração do secretário estadual de Transportes, Washington Reis, aliado de Bolsonaro. Essa ação, feita sem o consentimento de Castro, gerou um rompimento com o ex-presidente, que anunciou não apoiar mais os dois nas próximas eleições.

A tensão entre os grupos políticos não é nova. Antes da exoneração, Bacellar já havia se envolvido em conflitos durante uma sessão da Alerj, onde atacou um irmão de Reis. A situação levou Wladimir a buscar a Justiça para reverter a suspensão dos repasses à saúde. Na última quinta-feira, o Tribunal de Justiça do Rio determinou o restabelecimento dos valores, o que deve ser acatado por Castro.

Reviravoltas na política fluminense

A decisão judicial é vista como um sinal de que o governador está disposto a reabrir os cofres do estado para Wladimir, considerado o principal adversário de Bacellar. Essa reviravolta indica que a aliança entre Bacellar e Castro, que sempre foi pragmática, pode estar se desgastando. A política fluminense, portanto, se prepara para novos embates, com Campos no centro da disputa.

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