- A Microsoft não permitirá mais que engenheiros na China ofereçam suporte técnico a clientes do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
- A decisão foi tomada devido a preocupações com segurança nacional e riscos cibernéticos.
- A mudança foi anunciada após um relatório da ProPublica, que destacou a dependência do Pentágono em relação a engenheiros de software chineses.
- Frank Shaw, diretor de comunicações da Microsoft, afirmou que nenhuma equipe de engenharia na China dará assistência técnica para serviços em nuvem do Departamento de Defesa.
- Essa alteração afeta a divisão de serviços em nuvem Azure, que representa mais de 25% da receita total da empresa.
A Microsoft anunciou que não permitirá mais que engenheiros na China ofereçam suporte técnico a clientes do Departamento de Defesa dos EUA. A decisão foi tomada em resposta a preocupações sobre segurança nacional e riscos cibernéticos associados ao trabalho da empresa com o governo americano.
A mudança foi divulgada na sexta-feira, após um relatório da ProPublica que destacou a dependência do Pentágono em relação a engenheiros de software da Microsoft na China. Frank Shaw, diretor de comunicações da Microsoft, afirmou que a empresa está comprometida em garantir que nenhuma equipe de engenharia baseada na China forneça assistência técnica para serviços em nuvem do Departamento de Defesa.
Essa alteração impacta diretamente a divisão de serviços em nuvem Azure da Microsoft, que representa mais de 25% da receita total da companhia. A Microsoft já havia enfrentado desafios legais em contratos com o governo, incluindo um contrato de 10 bilhões de dólares que foi cancelado em 2021 após uma disputa judicial.
Além disso, o relatório da ProPublica revelou que os engenheiros chineses eram supervisionados por “escoltas digitais” nos EUA, que geralmente possuem menos conhecimento técnico. Essa estrutura levantou preocupações sobre a vulnerabilidade dos sistemas americanos a possíveis ciberataques. A Microsoft reafirmou seu compromisso com a segurança, afirmando que trabalha continuamente com parceiros de segurança nacional para avaliar e ajustar seus protocolos.
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