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PL critica operação e classifica como ‘medida desproporcional’ em nota oficial

Polícia Federal realiza buscas na residência de Jair Bolsonaro e no Partido Liberal, impondo medidas restritivas ao ex-presidente.

Jair Bolsonaro ao lado de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, em março (Foto: Wilton Junior/Estadão)
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  • A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro e em endereços do Partido Liberal (PL) na manhã de 18 de julho de 2025.
  • As ações resultaram em medidas restritivas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acesso a redes sociais.
  • O PL, por meio de nota do presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, expressou estranheza em relação às ações da PF e considerou as medidas do Supremo Tribunal Federal (STF) desproporcionais.
  • A PF alegou que Bolsonaro estaria dificultando o julgamento de uma ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
  • A defesa do ex-presidente manifestou surpresa e indignação com a decisão do STF e afirmou que se pronunciará assim que tiver acesso completo à decisão judicial.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, membro do Partido Liberal (PL), foi alvo de mandados de busca da Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira, 18. As ações ocorreram em sua residência e em endereços ligados ao PL, resultando em medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acesso a redes sociais.

O PL, por meio de nota assinada pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, manifestou estranheza em relação às ações da PF, questionando a justificativa para a busca, uma vez que Bolsonaro sempre se mostrou disponível para colaborar com as investigações. A nota destaca que a medida imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) é considerada desproporcional, especialmente pela ausência de resistência por parte do ex-presidente.

A PF justificou as medidas ao afirmar que Bolsonaro estaria dificultando o julgamento da ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. As ações poderiam caracterizar crimes como coação no curso do processo e obstrução de justiça. A defesa do ex-presidente expressou surpresa e indignação com a decisão do STF, afirmando que se manifestará assim que tiver acesso completo à decisão judicial.

Além disso, o PL reafirmou sua confiança em Bolsonaro, ressaltando seu compromisso com o Estado Democrático de Direito e a verdade. A situação gera um clima de tensão tanto no partido quanto entre os apoiadores do ex-presidente, que se vêem diante de um cenário de incertezas jurídicas.

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