- Donald Trump processou o Wall Street Journal e Rupert Murdoch por difamação, pedindo R$ 10 bilhões.
- A ação foi registrada na Justiça Federal da Flórida em resposta a uma reportagem sobre uma carta “sexualmente sugestiva” enviada a Jeffrey Epstein.
- A matéria afirma que Trump enviou uma mensagem obscena de aniversário a Epstein em dois mil e três, com desenhos e segredos compartilhados.
- Trump considera a reportagem “falsa e maliciosa”, alegando danos à sua reputação e finanças.
- O Wall Street Journal se defende, afirmando confiança na precisão de sua reportagem e Trump ironizou Murdoch nas redes sociais.
Donald Trump processa Wall Street Journal por US$ 10 bilhões
Donald Trump moveu uma ação judicial de US$ 10 bilhões contra o Wall Street Journal e seu proprietário, Rupert Murdoch, por difamação. A ação, protocolada na Justiça Federal da Flórida, é uma resposta a uma reportagem que afirma que Trump enviou uma carta “sexualmente sugestiva” ao financista Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais.
A matéria, publicada em 17 de julho, revela que Trump teria enviado uma mensagem obscena de aniversário a Epstein em 2003, que incluía um desenho sexualmente sugestivo e referências a segredos compartilhados. Trump alega que a reportagem é “falsa e maliciosa”, afirmando que causou danos à sua reputação e finanças.
Reação do Wall Street Journal
O Wall Street Journal anunciou que se defenderá “vigorosamente” da ação. Um porta-voz do grupo Dow Jones, proprietário do jornal, expressou confiança na precisão do trabalho jornalístico e afirmou que responderão ao processo. Trump, por sua vez, ironizou Murdoch em suas redes sociais, afirmando que está ansioso para que o magnata testemunhe no processo.
A ação judicial ocorre em um contexto de crescente tensão entre Trump e a mídia. Desde que assumiu seu segundo mandato, o ex-presidente tem alimentado uma “guerra hostil” contra a imprensa, acusando-a de disseminar “fake news”.
Contexto do Caso Epstein
O caso Epstein voltou a ganhar destaque após a morte do financista em 2019, que gerou diversas teorias da conspiração. Trump, que já teve uma relação próxima com Epstein, viu sua imagem ser questionada após não cumprir promessas de transparência sobre o caso. A carta mencionada no artigo do Wall Street Journal faz parte de um álbum de aniversário organizado por Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein.
A relação entre Trump e Epstein, que incluiu momentos sociais em festas, é amplamente documentada. Trump, que descreveu Epstein como um “cara incrível” em 2002, afirmou ter encerrado a amizade em 2004. A situação se complica ainda mais com a pressão sobre o governo dos EUA para esclarecer questões relacionadas ao escândalo de Epstein.
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