- A popularidade do presidente Lula caiu no início de 2023 devido a rumores sobre a taxação do sistema de pagamentos Pix, impulsionados por um vídeo do deputado Nikolas Ferreira.
- A desaprovação a Lula atingiu 41%, enquanto a aprovação caiu para 24%.
- O governo recuou da norma da Receita Federal que poderia permitir a taxação do Pix, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou a possibilidade de tributos sobre o sistema.
- Lula agora defende o Pix como um patrimônio brasileiro em resposta a ataques de Donald Trump e Jair Bolsonaro, que criticaram o sistema.
- Haddad também criticou a proposta de Trump, afirmando que taxar o Pix encareceria transações financeiras no Brasil.
No início de 2023, a popularidade do presidente Lula sofreu um impacto significativo devido a rumores sobre a taxação do Pix, impulsionados por um vídeo viral do deputado Nikolas Ferreira. O vídeo, que alcançou mais de 300 milhões de visualizações, gerou descontentamento e levou a desaprovação a Lula a atingir 41%, enquanto a aprovação caiu para 24%, recordes negativos em seus três mandatos.
Após a pressão da oposição, o governo recuou da norma da Receita Federal que poderia embasar a taxação do Pix. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou a possibilidade de tributos sobre o sistema de pagamentos, mas a insatisfação popular persistiu até a promessa de Lula de que o Pix permaneceria inalterado.
Defesa do Pix
Recentemente, Lula passou a usar o Pix como uma ferramenta de defesa em um embate com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Trump anunciou um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e iniciou uma investigação comercial que pode afetar o Pix, alegando que o sistema prejudica a competitividade das empresas americanas.
Em resposta, a Secretaria de Comunicação da Presidência destacou: “O Pix é nosso, my friend”. Em um pronunciamento em rede nacional, Lula afirmou: “O Pix é do Brasil. Não aceitaremos ataques ao Pix, que é um patrimônio do nosso povo.” Essa declaração visa reforçar o valor do sistema de pagamentos brasileiro em um contexto de tensões comerciais.
Críticas à Taxação
Haddad também criticou a proposta de Trump, afirmando que “é estranho o presidente de um país querer taxar o Pix de outro país”. Ele ressaltou que tal medida encareceria as transações financeiras no Brasil, insinuando que isso realizaria o desejo de Nikolas Ferreira de taxar o sistema. A situação revela a complexidade das relações comerciais e políticas entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em um momento de crescente tensão.
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