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China controla mineral estratégico e ameaça potências militares globais

EUA enfrentam crise na cadeia de suprimentos militar com restrições da China ao samário, essencial para armamentos.

Chineses trabalham em mina de terras raras em Ganxian, China (Foto: AP / AP)
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  • Os Estados Unidos enfrentam uma vulnerabilidade na cadeia de suprimentos militar devido à dependência do samário, metal de terras raras essencial para aplicações militares.
  • A China, que controla a produção global desse metal, impôs restrições severas à exportação de ímãs de samário, afetando a capacidade dos EUA de reabastecer seus estoques de armamento.
  • As restrições, anunciadas em 4 de abril, incluem a suspensão das exportações de sete tipos de metais de terras raras, impactando sistemas críticos como mísseis e caças.
  • As negociações comerciais entre EUA e China, que ocorrem em Londres, visam restaurar o fluxo de terras raras, mas especialistas não acreditam em uma revogação completa das novas licenças de exportação.
  • A interrupção no fornecimento coincide com a necessidade urgente dos EUA e aliados na Europa de reabastecer estoques de armamento, especialmente após o envio de ajuda militar à Ucrânia e a Israel.

Os Estados Unidos enfrentam uma crescente vulnerabilidade em sua cadeia de suprimentos militar devido à dependência do samário, um metal de terras raras essencial para aplicações militares. A China, que controla a produção global desse recurso, impôs recentemente restrições severas à exportação de ímãs de samário, impactando diretamente a capacidade dos EUA de reabastecer seus estoques de armamento.

As restrições, anunciadas em 4 de abril, incluem a suspensão das exportações de sete tipos de metais de terras raras, incluindo ímãs utilizados em sistemas críticos como mísseis e caças. O Ministério do Comércio da China justificou a medida como uma forma de proteger a segurança nacional e cumprir obrigações internacionais. A falta de alternativas viáveis ao fornecimento chinês tem sido uma preocupação constante para os EUA, que não conseguiram desenvolver uma solução em mais de uma década.

A Lockheed Martin, principal usuária de samário nos EUA, utiliza cerca de 22 kg desse metal em cada caça F-35. A empresa afirmou que está avaliando continuamente sua cadeia de suprimentos, mas a dependência do samário chinês permanece crítica. O governo Biden, ciente da situação, já emitiu contratos para construir instalações de produção de samário, mas os projetos enfrentam desafios de viabilidade comercial.

Negociações em Andamento

As negociações comerciais entre EUA e China, que ocorrem em Londres, têm como foco a restauração do fluxo de terras raras. No entanto, especialistas não acreditam que a China revogue completamente seu novo sistema de licenças de exportação. Michael Hart, presidente da Câmara de Comércio Americana na China, destacou que a situação não deve mudar rapidamente.

Além disso, a interrupção no fornecimento de samário coincide com a necessidade urgente dos EUA e aliados na Europa de reabastecer estoques de armamento, especialmente após o envio de ajuda militar à Ucrânia e a Israel. A situação se complica ainda mais com as sanções impostas pela China a fornecedores militares americanos, restringindo ainda mais o acesso a materiais críticos.

A dependência dos EUA do samário chinês é um tema recorrente desde 2009, quando o Congresso expressou preocupação sobre a segurança do fornecimento. Embora esforços tenham sido feitos para reabrir minas e aumentar a produção interna, a competitividade com a produção chinesa continua a ser um obstáculo significativo.

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