- Uma operação policial na favela do Fallet, no Rio de Janeiro, apreendeu cinco toneladas de maconha e 200 celulares roubados.
- A ação ocorreu após um assalto a uma servidora pública na Tijuca, em 27 de dezembro de 2024.
- Patrick Fontes, de 31 anos, foi preso e é considerado um dos maiores receptadores de aparelhos na região.
- A polícia encontrou uma central clandestina de desbloqueio de celulares em um bar na Rua Guaicurus.
- Metade dos celulares recuperados foi devolvida aos donos, e Fontes foi condenado a 12 anos e quatro meses de prisão por tráfico de drogas.
Uma operação policial na favela do Fallet, no Rio de Janeiro, resultou na apreensão de cinco toneladas de maconha e 200 celulares roubados, além da prisão de Patrick Fontes, considerado um dos maiores receptadores de aparelhos na região. A ação ocorreu após um assalto a uma servidora pública na Tijuca, em 27 de dezembro de 2024, onde foram levados quatro celulares da família.
A Polícia Civil, com informações do setor de inteligência, encontrou um caminhão carregado de drogas que seria distribuído na Zona Sul para as festas de réveillon. Durante a operação, os agentes descobriram uma central clandestina de desbloqueio de celulares, que funcionava em um bar na Rua Guaicurus. Entre os presos, Patrick Fontes, de 31 anos, admitiu que operava a central desde 2018, após mudar seu negócio devido a operações policiais e extorsões.
Os aparelhos apreendidos eram desbloqueados e revendidos a parceiros do camelódromo da Uruguaiana. Ladrões recebiam de 10% a 30% do valor de revenda, enquanto especialistas como Fontes ficavam com até um terço do lucro. A delegada Kely de Araújo Goularte destacou que metade dos celulares recuperados foi devolvida aos donos, incluindo o do filho da servidora pública.
A operação revelou a complexidade do roubo de celulares, que impacta a segurança pública. Daniel Hirata, do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos, ressaltou que essa modalidade de crime está ligada a diversas fraudes, como a venda de peças e golpes financeiros. Patrick Fontes, que já tinha antecedentes por revenda de aparelhos roubados, foi condenado a 12 anos e quatro meses de prisão por tráfico de drogas. A reincidência de suspeitos como ele é um desafio para as autoridades no combate a esse tipo de crime.
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