- O Ministério Público Federal (MPF) investiga o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) por irregularidades em sua campanha para a prefeitura de Niterói, realizada no ano passado.
- A denúncia alega que Jordy contratou a empresa de fachada Jorual Tecnologia e Comunicação, pagando R$ 1,5 milhão.
- A empresa foi criada quatro meses antes das eleições e está registrada em um endereço residencial que não indica funcionamento comercial.
- Jordy nega as acusações e afirma que a empresa possui mais de 20 anos de experiência, além de garantir que todos os serviços prestados foram legais.
- O MPF avaliará se há indícios suficientes para prosseguir com a investigação, que pode resultar em um procedimento investigativo ou arquivamento do caso.
O Ministério Público Federal (MPF) investiga o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) por supostas irregularidades em sua campanha para a prefeitura de Niterói, realizada no ano passado. A denúncia aponta que o parlamentar teria contratado uma empresa de fachada, a Jorual Tecnologia e Comunicação, utilizando recursos de campanha.
De acordo com as informações, a campanha de Jordy pagou R$ 1,5 milhão à empresa, que foi registrada sob a razão social Cleonice Loureiro Alves. A companhia foi criada apenas quatro meses antes das eleições, o que levanta dúvidas sobre sua real atuação no mercado. O endereço da empresa, localizado em uma residência simples em Serra Grande, Niterói, não apresenta indícios de funcionamento comercial.
O deputado nega as acusações e defende que a empresa é parte de um grupo com mais de 20 anos de experiência no setor. Ele afirma que o local foi alugado para servir como estúdio de campanha e que todos os serviços prestados respeitaram as normas de prestação de contas. Jordy ainda destacou que o valor pago à empresa foi 50% inferior ao de seu adversário.
Investigação em Andamento
O MPF avaliará se há indícios suficientes para dar continuidade à investigação. A prática de utilizar empresas de fachada pode configurar crimes como lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. Jordy declarou que não teve acesso à denúncia e reiterou a legalidade de suas ações durante a campanha.
A apuração do MPF poderá resultar em um procedimento investigativo ou no arquivamento do caso, dependendo das evidências encontradas. A situação levanta questões sobre a transparência nas campanhas eleitorais e o uso de recursos públicos.
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