- A congresista Lina María Garrido, do partido Cambio Radical, criticou a administração do presidente Gustavo Petro durante discurso no Capitolio.
- Ela afirmou que “a presença de Petro no recinto cheira a enxofre”, gerando aplausos da oposição e levando o presidente a deixar o local.
- Garrido destacou promessas não cumpridas, especialmente em relação à paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), e mencionou o aumento da violência em sua região natal, Arauca.
- O ministro do Interior, Armando Benedetti, anunciou que processará Garrido por injúria e calúnia, após ela a acusar de violência de gênero.
- A congressista também criticou escândalos de corrupção e a relação problemática entre Petro e a vice-presidente França Márquez.
A congresista Lina María Garrido, do partido Cambio Radical, fez um discurso impactante no Capitolio, criticando a administração do presidente Gustavo Petro. Durante a instalação do quarto ano de legislatura, Garrido citou a famosa frase de Hugo Chávez, afirmando que “a presença de Petro no recinto cheira a enxofre”. Sua fala provocou aplausos da oposição e levou o presidente a deixar o local em protesto.
Garrido, que se destacou como uma nova voz da oposição, expressou sua insatisfação com as promessas não cumpridas de Petro, especialmente em relação à paz com o ELN. Ela afirmou que a situação de segurança em Arauca, sua região natal, piorou desde que o presidente assumiu. “Petro não governa e se desconecta da realidade”, disse a congressista, que se identifica como uma representante legítima do povo.
O ministro do Interior, Armando Benedetti, anunciou que processará Garrido por injúria e calúnia, após ela o acusar de violência de gênero. Em resposta, Garrido reafirmou sua posição, destacando sua origem humilde e a decepção que muitos eleitores de Petro sentem atualmente. Ela também criticou a falta de ação do governo em relação a escândalos de corrupção e à violência política.
Críticas Diretas
Garrido mencionou três “elefantes” ignorados por Petro: o escândalo de corrupção na UNGRD, o atentado contra o senador Miguel Uribe Turbay e a relação problemática entre o presidente e a vice-presidente França Márquez. Ela destacou que os recursos desviados da UNGRD poderiam ter sido usados para ajudar crianças em situação de vulnerabilidade na Guajira.
Além disso, a congressista questionou a falta de atenção do presidente em relação ao atentado contra Uribe Turbay, que representa um aumento da violência política no país. Por fim, Garrido criticou o tratamento dado a Márquez, sugerindo que ela foi instrumentalizada e maltratada pelo presidente.
A atuação de Garrido no Capitolio marca um momento significativo na política colombiana, refletindo a crescente insatisfação com a administração de Petro e a emergência de novas vozes na oposição.
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