- Uma estudante de medicina de Anápolis teve sua bolsa de estudos suspensa após o Tribunal de Justiça de Goiás identificar inconsistências nas declarações financeiras dela.
- A jovem alegou baixa renda, mas foi flagrada exibindo um estilo de vida luxuoso em redes sociais, incluindo viagens internacionais.
- A investigação revelou que sua renda familiar era muito maior do que a informada, com um avô empresário e uma mãe advogada com renda mensal de R$ 8,4 mil.
- A prefeitura de Anápolis instaurou sindicância para reavaliar os benefícios do Programa Graduação e um procedimento administrativo será aberto para investigar possíveis irregularidades.
- A Justiça determinou que a estudante comprove os requisitos para a bolsa, sob pena de ser considerada litigante de má-fé, podendo resultar em multa de até 10% do valor da causa.
Uma estudante de medicina de Anápolis teve sua bolsa de estudos suspensa após a Justiça identificar inconsistências nas declarações financeiras apresentadas por ela. A jovem, que alegou baixa renda, foi flagrada exibindo um estilo de vida luxuoso em suas redes sociais, incluindo viagens internacionais.
A decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) ocorreu na sexta-feira, 18 de agosto. A estudante recorreu da suspensão, alegando que a prefeitura havia interrompido os repasses para sua universidade particular, resultando em uma dívida de R$ 47,3 mil referente às mensalidades. Inicialmente, a Justiça havia determinado que a instituição aceitasse sua rematrícula sem o pagamento, mas essa decisão foi revogada.
Irregularidades Apuradas
A investigação revelou que a estudante, que afirmava ter uma renda familiar de apenas três salários mínimos, tinha um avô empresário e um pai sócio de uma imobiliária. Além disso, sua mãe, que atua como advogada, possui uma renda mensal de R$ 8,4 mil e outros R$ 4,4 mil como servidora pública. O juiz Gabriel Lisboa destacou que o estilo de vida da jovem não condizia com a renda informada.
A Prefeitura de Anápolis, que suspendeu a concessão das bolsas do Programa Graduação após a troca de gestão, instaurou uma sindicância para reavaliar todos os benefícios. O promotor de Justiça Alberto Cachuba informou que um procedimento administrativo será aberto para investigar possíveis irregularidades no preenchimento dos requisitos do programa.
Medidas Futuras
A Justiça também determinou que a estudante comprove os requisitos exigidos para a bolsa, sob pena de ser considerada litigante de má-fé, o que pode resultar em multa de até 10% do valor da causa. A administração municipal reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência, adotando medidas para garantir que os programas sociais atendam aos critérios estabelecidos em lei.
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