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Latrocínios aumentam em São Paulo e em diversos Estados do Brasil

Latrocínios aumentam 23% em São Paulo e 70% no Ceará, com idosos como principais vítimas. A segurança pública enfrenta grave crise.

Polícia prende dois ladrões suspeitos da morte de delegado em assalto na Chácara Santo Antônio, na Zona Sul de SP. Morte de Josenildo Belarmino de Moura Junior gerou comoção entre moradores do bairro, que fizeram protesto contra violência. Dois suspeitos presos na terça (25) faziam um novo assalto na Vila Cruzeiro. (Foto: Reprodução/TV Globo)
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  • Os latrocínios (roubos seguidos de morte) aumentaram em São Paulo e em quase metade dos estados brasileiros entre 2023 e 2024.
  • A capital paulista registrou um aumento de 23%, passando de 43 para 53 casos.
  • No Brasil, o total de latrocínios caiu 4%, de 1.002 para 965 ocorrências.
  • Os estados com os maiores aumentos foram Ceará (70%), Rio de Janeiro (52%) e Mato Grosso do Sul (266%).
  • A maioria das vítimas é do sexo masculino (89%) e 29% são idosos.

Os latrocínios (roubos seguidos de morte) aumentaram em São Paulo e em quase metade dos estados brasileiros entre 2023 e 2024, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A capital paulista registrou um aumento de 23% nos casos, passando de 43 para 53 ocorrências. No Brasil, o total de latrocínios caiu 4%, de 1.002 para 965.

Os estados com os maiores aumentos foram Ceará (70%), Rio de Janeiro (52%) e Mato Grosso do Sul (266%). O Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca que a maioria das vítimas é do sexo masculino (89%) e que 29% das vítimas de latrocínio são idosos, evidenciando um preocupante aumento da violência contra essa faixa etária.

Um caso emblemático em São Paulo foi a morte do delegado Josenildo Belarmino de Moura Júnior, de 32 anos, em janeiro. Ele foi abordado por um assaltante armado que o matou após roubar seu celular. O autor dos disparos, Victor Caetano Gonzaga da Silva, foi preso no mês passado.

A análise dos dados revela que 58% das vítimas foram atacadas com armas de fogo, enquanto 21% sofreram agressões com armas brancas. A distribuição étnica das vítimas mostra que 60,8% são negros e 38,5% são brancos, com a maior proporção de brancos entre os diferentes tipos de crimes analisados.

O presidente do Fórum ressalta que as ações das forças de segurança falham em planejamento e uso de tecnologia, evidenciando a necessidade de investimentos em investigação e prevenção. A situação exige uma resposta mais eficaz para enfrentar o aumento da criminalidade e proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.

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